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IA em RH: como contratar, monitorar e demitir com tecnologia

IA no RH já orienta triagem, avaliação e demissões; riscos de viés e vigilância, com impacto ético e legal

Inteligência artificial no RH: como empresas usam IA para contratar, avaliar, monitorar e demitir funcionários (AndreyPopov/Getty Images)
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  • Pesquisa realizada pelo Pandapé em parceria com a Adecco, publicada em fevereiro de 2026, aponta que cerca de setenta por cento das empresas brasileiras já utilizam IA em alguma etapa do recrutamento, e setenta e sete por cento dos profissionais de RH usam a tecnologia no dia a dia.
  • As aplicações da IA no RH estão divididas em quatro atividades: triagem de currículos, entrevistas automatizadas, análise de desempenho e monitoramento de produtividade.
  • No Brasil, plataformas como Gupy, DigAÍ, Rankdone e Recrut.AI lideram a adoção em setores com alta rotatividade, como varejo, logística, saúde e tecnologia.
  • Entrevistas com IA já acontecem, por meio de plataformas como HireVue e DigAÍ, que processam respostas em texto e áudio; a DigAÍ afirmou ter realizado 1 milhão de entrevistas automatizadas no Brasil até março de 2026, gerando cerca de 400 mil horas de trabalho operacional redistribuídas.
  • O monitoramento de produtividade via IA cresce com o trabalho remoto; há benefícios e riscos, incluindo questões de privacidade sob a LGPD e preocupações com vieses que podem afetar recrutamento e demissões, conforme estudos e casos como o da Amazon em 2018 e pesquisas da FEA-USP.

A IA já faz parte do dia a dia de RH em empresas de médio e grande porte no Brasil. Um levantamento do Pandapé em parceria com a Adecco, divulgado em fevereiro de 2026, mostra que 70% das organizações já utilizam IA em etapas do recrutamento. Além disso, 77% dos profissionais de RH entrevistados afirmam usar a tecnologia no cotidiano.

A aplicação da IA no RH se concentra em quatro frentes: triagem de currículos, entrevistas automatizadas, avaliação de desempenho e monitoramento de produtividade. O grau de automação varia, com algumas empresas delegando parte da decisão a algoritmos.

No país, plataformas como Gupy, DigAÍ, Rankdone e Recrut.AI lideram a adoção em varejo, logística, saúde e tecnologia, setores com alta rotatividade de candidatos. A tendência é ampliar o uso da IA em recrutamento de grande volume, sem substituir completamente o papel humano.

Triagem de currículos e entrevistas automatizadas

Os ATS solucionam a triagem inicial, gerando pontuações com base em palavras-chave, formação e experiência. Currículos com layouts complexos podem ser rejeitados automaticamente, favorecendo formatos simples e bem alinhados à vaga.

Entrevistas com IA também ganham espaço. Plataformas como HireVue e DigAÍ processam respostas em texto e áudio, com análises de competências e alinhamento cultural. Em março de 2026, a DigAÍ reportou 1 milhão de entrevistas automatizadas no Brasil.

Monitoramento de produção e riscos

Softwares de monitoramento de produtividade registram tempo de sessão, uso de aplicativos e frequência de troca de tela. Dados combinados com IA podem indicar queda de desempenho ou risco de burnout, desde que usados com regras claras e consentimento.

Segundo especialistas, a LGPD exige transparência sobre quais informações são coletadas e para quê. A formalização contratual da coleta e a análise agregada ajudam a evitar invasões de privacidade e favorecer decisões com apoio humano.

Riscos e referências históricas

Casos de viés mostram como algoritmos podem reforçar desigualdades. Em 2018, a Amazon desativou um sistema que deprecia currículos de mulheres para vagas de tecnologia, após denúncias de discriminação. Pesquisas recentes alertam para impactos semelhantes no Brasil.

A pesquisa defendida pela FEA-USP em 2025 aponta que padronização de dados pode dificultar acesso de grupos sub-representados a vagas. Recomenda-se supervisão humana, auditorias e participação de RH na configuração dos sistemas.

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