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Lições do Mito de Sísifo sobre o Engajamento no Trabalho

A chave do engajamento no trabalho está em abraçar o processo, não apenas o topo; o sentido surge quando cada um empurra a própria pedra

Em vez de viver numa espera eterna pelo final da jornada, podemos aproveitar o percurso
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  • A mitologia de Sísifo é usada para ilustrar que o engajamento no trabalho vem do ato de empurrar a pedra, não apenas de alcançar o topo.
  • Albert Camus, no ensaio sobre Sísifo, afirma que o sentido aparece ao escolher conscientemente o processo, não ao buscar apenas o resultado.
  • O texto defende que é possível encontrar satisfação no próprio processo de trabalho, sem depender exclusivamente de promoções, bônus ou reconhecimento externo.
  • Salário justo é importante, mas o sentido do trabalho não depende dele sozinho; o desengajamento é mais ligado à falta de propósito do que à ausência de remuneração.
  • Líderes devem ajudar cada colaborador a enxergar a própria “pedra” e a ver significado na rotina, o que pode aumentar o engajamento independentemente de bônus ou metas externas.

Na mitologia grega, Sísifo é protagonista de uma punição eterna: empurrar uma pedra morro acima, que volta a rolar toda vez que ele se aproxima do cume. A história é usada para destacar ciclos insuperáveis no trabalho e a busca por sentido no processo, não apenas no resultado.

O texto de Fernanda Abilel, professora da FGV e sócia-fundadora da How2Pay, propõe uma leitura atual desse mito. Segundo ela, empresas precisam equilibrar inovação com propósito, reconhecendo que o engajamento nasce do significado do percurso, e não apenas de metas externas.

O artigo analisa o dilema entre buscar promoções e remuneração versus encontrar satisfação na tarefa cumprida. Abilel aponta que o sentido interior é crucial para manter o engajamento, especialmente diante de ciclos repetitivos de trabalho.

Contexto e referências

A autora cita a ideia de que o valor do trabalho decorre do ato de executar, não apenas de alcançar o topo. Em vez de esperar pela próxima promoção, o foco seria aproveitar o trajeto diário e a realização associada a cada tarefa.

Ela afirma que remuneração justa é essencial, mas não suficiente para sustentar o engajamento. Dados da pesquisa State of the Global Workplace 2025 da Gallup apontam custo global de desengajamento em torno de US$ 8,9 trilhões por ano, equivalente a 9% do PIB mundial.

Implicações para líderes e organizações

Segundo o texto, a função dos líderes é oferecer condições para que cada funcionário perceba a própria pedra como singular. Assim, o engajamento tende a aumentar quando há entendimento de propósito junto ao trabalho, não apenas recompensas externas.

Abilel reconhece que nem todos atuam na área de paixão ou recebem remuneração ideal. Mesmo assim, existem exemplos de pessoas que se destacam com leveza em funções simples, evidenciando que a satisfação pode nascer da atitude diante da tarefa.

Conclusões do enfoque

A leitura enfatiza que o sucesso financeiro tende a seguir o sentido interno, e não o contrário. A promoção pode ocorrer como consequência de desempenho, desde que haja significado no dia a dia profissional.

Fernanda Abilel reforça que o engajamento depende de líderes que possibilitem o protagonismo de cada um frente à sua própria pedra, promovendo um ambiente onde a jornada tem valor.

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