- Durante a cúpula do G7 na França, o presidente Lula e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, concordaram com a criação de um mecanismo bilateral para identificar dificuldades no comércio de produtos de origem animal e na área siderúrgica.
- O mecanismo será feito entre o Itamaraty e autoridades da Comissão Europeia, com o objetivo de mapear entraves e buscar soluções.
- Os dois lados se comprometeram a buscar respostas que contemplem preocupações sanitárias, fitossanitárias e a proteção da indústria de aço, equilibrando os interesses exportadores do Brasil.
- O encontro contou com a presença do presidente do Conselho Europeu, António Costa.
- A reunião ocorre após a União Europeia anunciar restrições à carne brasileira a partir de setembro, por razões sanitárias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, estabeleceram nesta terça-feira um mecanismo bilateral para identificar dificuldades no comércio de produtos de origem animal e de siderúrgia. A reunião ocorreu à margem da cúpula do G7, na França, e visa enfrentar restrições comerciais impostas pela União Europeia a esses setores.
O acordo envolve o Itamaraty e funcionários da Comissão Europeia, com a participação do presidente do Conselho Europeu, António Costa. O objetivo é identificar obstáculos sanitários, fitossanitários e de proteção da indústria de aço, buscando soluções que atendam aos interesses exportadores do Brasil, consubstanciados no acordo Mercosul-União Europeia.
A reunião ocorre poucos dias após a UE anunciar a restrição de entrada de carne brasileira a partir de setembro, sob alegação de questões sanitárias. As partes sinalizam continuidade do diálogo para mitigar impactos comerciais e manter a cooperação entre as duas regiões.
Contexto e próximos passos
O texto da nota oficial aponta que o mecanismo deverá facilitar a identificação de dificuldades específicas em cada setor e apoiar soluções pactuadas entre Brasil e UE. As autoridades ressaltaram a importância de manter a cooperação para assegurar o fluxo comercial respeitando normas sanitárias e de segurança.
Segundo fontes oficiais, o objetivo é evitar medidas unilaterais e reduzir incertezas para exportadores brasileiros. O acordo ainda depende de alinhamento com regras sanitárias europeias e de eventuais ajustes técnicos para evitar novas barreiras futuras.
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