- China reclama do ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, pedindo o “cessar imediato” das ações militares sem autorização da ONU.
- Em conversa com o ministro russo Serguéi Lavrov, o ministro de Exteriores da China, Wang Yi, afirmou que atacar um Estado soberano sem autorização do Conselho de Segurança fragiliza a paz e pode levar a um cenário descontrolado.
- A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, reiterou a preocupação chinesa, defendendo diálogo diplomático e distensão, e afirmou que Pequim está disposto a trabalhar pela paz.
- Pekín e Moscou impulsionaram, junto a outros países, uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para avaliar a situação, mantendo laços estreitos com o Irã.
- O texto destaca laços econômicos e estratégicos entre China, Irã e Rússia, incluindo o papel de Pequim como principal comprador de petróleo iraniano e o estreito alinhamento diplomático entre os três países.
O Ministério das Relações Exteriores da China pediu o “cese inmediato” do ataque contra o Irã, após a ofensiva liderada pelos EUA e por Israel. Wang Yi afirmou, em conversa telefônica com o ministro russo Sergei Lavrov neste domingo, que ações militares contra um Estado soberano sem aval do Conselho de Segurança da ONU minam a paz.
Segundo o chanceler chinês, a China expressou profunda preocupação com a escalada e pediu que a comunidade internacional se pronuncie firmemente contra a volta à lei da selva. Mao Ning, porta-voz da pasta, reforçou o apelo ao diálogo e à diplomacia para a cesação de hostilidades.
A conversa entre Wang e Lavrov ocorreu em meio a contatos diplomáticos que incluem Moscou e Pequim mantendo relação próxima com Teerã. No sábado, China, Rússia e outros países promoveram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para avaliar a situação.
Contexto diplomático
Wang destacou que é inaceitável agir contra um Estado soberano sem negociação e sem respeitar a Carta das Nações Unidas. O ministro chinês também alertou que a região pode ser levada a um abismo se a violência continuar, e pediu moderação aos atores do Golfo.
Lavrov afirmou apoio à posição de China, manifestando disposição de ampliar coordenação com Pequim em organismos como a ONU e a Organização de Cooperação de Shanghai. Os dois chanceleres reiteraram o compromisso com a via diplomática e com a prevenção de novas escaladas.
Relações e impactos
Pekín e Moscou mantêm vínculos estreitos com Teerã, com foco em aspectos econômicos e militares. Dados de 2025 indicam que a China comprou a maior parte do petróleo iraniano, contribuindo para o fluxo comercial e a integração regional, mesmo diante de sanções internacionais.
Analistas apontam que o cenário envolve também interesses estratégicos, com o Irã buscando fortalecer laços com países do BRICS e com a China como resposta a pressões externas. O encontro entre Xi Jinping e o presidente americano, previsto para o fim de março, pode compor a pauta de tensões regionais.
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