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Cuba perdoará mais de 2.000 prisioneiros com suavização do embargo de combustível dos EUA

Cuba anuncia indulto de 2,010 prisioneiros em gesto humanitário durante a Semana Santa, após EUA permitirem carregamento russo de petróleo

The Russian tanker Anatoly Kolodkin arrives in Cuba on Tuesday, bringing oil to the country for the first time since January.
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  • Cuba anunciará indulto a 2.010 prisioneiros como gesto humanitário durante a Semana Santa, sem data de libertação definida.
  • a medida ocorre após os EUA, sob Donald Trump, easing de bloqueio de petróleo ao permitir a entrega de crude por um navio-tanque russo.
  • o governo cubano não informou quem será beneficiado nem quais crimes tiveram, divulgando apenas critérios como natureza do crime, bom comportamento e saúde.
  • entre os libertados podem estar jovens, mulheres, pessoas com mais de 60 anos e estrangeiros condenados no exterior, com liberação prevista nos próximos seis meses a um ano.
  • é a quinta vez desde 2011 que Cuba concede indulto, somando mais de 11 mil libertados; a Rússia anunciou envio de um segundo navio-tanque para Cuba.

Cuba anunciou a libertação de 2.010 presos como gesto humanitário durante a Semana Santa, em meio a pressões dos EUA. A medida ocorre após o governo de Havana facilitar, recentemente, a entrada de petróleo vindo de navios russos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira.

A cada vez mais visível tensão com Washington, o governo cubano informou que a escolha dos libertados considera a natureza dos crimes, bom comportamento na prisão e questões de saúde. Não foram divulgados os nomes nem as acusações.

A ofensiva de libertação acontece num contexto de diálogo entre as partes, com a promessa de novas medidas de liberalização. Analistas dizem que o gesto pode sinalizar avanço, ainda que com incerteza sobre quem será incluído.

Contexto internacional

Essa ação coincide com a permissão, feita pelo governo americano, para que um cargueiro russo entregue petróleo à ilha, que enfrenta escassez de combustível. A tônica do governo dos EUA tem sido a de exigir mudanças no sistema cubano, incluindo reformas políticas.

Especialistas destacam que a libertação de prisioneiros, incluídos estrangeiros e cubanos no exterior, já ocorreu diversas vezes desde 2011, totalizando mais de 11 mil libertações. O anúncio de hoje associa o gesto a observâncias religiosas.

Para alguns analistas, a medida pode ser interpretada como parte de negociações em curso entre os governos, ainda que o impacto político permaneça incerto. O debate sobre possíveis ganhos para Havana continua em aberto.

Detalhes das medidas

O governo cubano disse que não incluiu indivíduos condenados por homicídio, violência sexual, tráfico de drogas, furto, abate ilegal de animais ou crimes contra a autoridade. A data exata de liberação dos beneficiados não foi divulgada.

Foi enfatizado que o grupo abrange, também, jovens, mulheres e pessoas acima de 60 anos com libertação prevista nos próximos meses a um ano. Além disso, o anúncio mencionou a participação de estrangeiros e cubanos no exterior condenados em ausência.

A resposta de Washington ao gesto cubano envolve avaliações sobre possíveis mudanças nas políticas de Cuba. Em declarações públicas, autoridades americanas destacam a necessidade de reformas econômicas e políticas para avançar no relacionamento entre os dois países.

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