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Regulador britânico ordena apps a adotar medidas contra conteúdo ilegal viral

Ofcom exige protocolo de crise em plataformas como X e TikTok para deter conteúdo ilegal que viraliza, com linha direta da polícia durante crises

Sites will have to have a ‘crisis protocol’ to intervene when the sharing of dangerous content spikes.
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  • Ofcom exigirá que plataformas de redes sociais, como X (antigo Twitter) e TikTok, implementem um protocolo de crise e medidas de emergência para impedir que conteúdo ilegal viralize durante crises.
  • As empresas devem manter uma linha de comunicação dedicada para contato com a polícia em momentos de crise.
  • a medida acompanha preocupações do governo sobre a rapidez da disseminação de desinformação em momentos cruciais, após tumultos em Southampton ligados à reação policial ao caso Henry Nowak.
  • a ideia, sugerida pelo Comitê de Ciência, Inovação e Tecnologia da Câmara, decorre de investigações sobre os tumultos de verão de 2024, que apontaram proliferação de mensagens enganosas e de ódio amplificadas por algoritmos.
  • o protocolo será aplicado a conteúdo claramente ilegal durante crises, definidas como situações excepcionais que representam risco grave à segurança pública no Reino Unido, e depende de aprovação parlamentar.

O regulador britânico Ofcom determinou que plataformas de redes sociais devem adotar medidas de emergência para impedir que conteúdos ilegais se tornem virais. A ordem abrange X (antigo Twitter) e TikTok na tentativa de conter a desinformação durante crises. A ação visa interromper espirais de disseminação de conteúdo nocivo.

As novas regras exigem a implementação de um “crisis protocol” que atue assim que o compartilhamento de conteúdos perigosos atinja o aumento de destaque. Além disso, as plataformas precisam disponibilizar uma linha de comunicação dedicada para o contato com a polícia durante crises.

Segundo Ofcom, a definição de crise envolve situações extraordinárias com ameaça séria à segurança pública no Reino Unido. Em tais momentos, conteúdos ilegais ou prejudiciais a crianças podem se propagar rapidamente online.

A medida foi sugerida pela comissão de ciência, inovação e tecnologia da Câmara dos Comuns, após investigações ligadas aos tumultos de 2024. O relatório apontou que mensagens enganosas se proliferaram com apoio de algoritmos de recomendação.

Ofcom ressalta que, durante crises, os sistemas normais de moderação podem não ser suficientes. A implementação depende de aprovação parlamentar para entrar em vigor.

A direção do regulador destaca que conteúdos de ódio, ameaças e incitação de violência podem ganhar alcance rápido na internet em contextos de crise, exigindo resposta coordenada entre plataformas e autoridades.

Especialistas citados por especialistas apontam que ações rápidas, como desmentidos divulgados por forças de segurança e líderes comunitários, ajudam a conter a propagação de falsas informações.

Contexto e desdobramentos

Relatos de pesquisas indicam que intervenções rápidas com participação de autoridades locais reduzem o risco de desinformação se espalhar após incidentes, incluindo grandes eventos de público.

Foram citadas ainda iniciativas de colaboração entre polícia, líderes comunitários e vereadores como exemplos de eficácia na contenção de boatos online em momentos críticos.

A expectativa é que as plataformas celulem o atendimento de dúvidas públicas durante crises, minimizando riscos de violência gerada por informações incorretas.

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