- A revisão mais abrangente sobre cannabis medicinal e saúde mental, publicada no The Lancet, aponta falta de evidências de que canabinóides tratem ansiedade, depressão ou transtorno de estresse pós-traumático.
- O estudo analisou 54 ensaios clínicos randomizados realizados entre 1980 e 2025, considerados o padrão-ouro para testar medicamentos.
- Os efeitos adversos costumam ser leves ou moderados (náusea, fadiga, boca seca), mas os ensaios nem sempre refletem o uso prolongado no mundo real.
- Alguns resultados positivos aparecem em outras condições, como insônia, redução de tiques na Síndrome de Tourette e diminuição de sintomas do autismo; há também indicação de benefício na dependência da cannabis com formulações controladas.
- A conclusão é de que são necessárias pesquisas mais robustas e de longo prazo; a ausência de evidência não é evidência de ausência, e o uso deve ser avaliado com cautela.
O estudo mais completo já feito sobre cannabis medicinal e saúde mental concluiu que não há evidência suficiente de que canabinóides tratem ansiedade, depressão ou transtorno de estresse pós-traumático. A pesquisa revisou CBD e THC em diferentes transtornos.
Foram analisados 54 ensaios clínicos randomizados, realizados entre 1980 e 2025. Esses estudos são considerados o padrão-ouro para testar a eficácia de medicamentos. As conclusões são conservadoras sobre benefícios.
As evidências disponíveis indicam que os efeitos adversos são geralmente leves ou moderados, como náusea, fadiga e boca seca. Contudo, nem todos os ensaios refletem o uso prolongado no mundo real.
Riscos e limitações
Mesmo com resultados positivos em algumas condições, as evidências continuam limitadas. Muitos estudos são pequenos ou de baixa qualidade, o que dificulta avaliações definitivas de segurança e eficácia.
Alguns achados mostram melhoria da insônia, redução de tiques em síndromes como a de Tourette e diminuição de sintomas do autismo. Esses efeitos aparecem em contextos específicos de estudo.
Algumas evidências sugerem que fármacos canabinóides podem ajudar no tratamento da dependência da própria cannabis, desde que usados em formulações controladas.
Conclusões de uso e futuras pesquisas
A ausência de evidência não comprova ausência de efeito. O estudo afirma apenas que faltam provas robustas para confirmar eficácia. Pesquisas mais longas e rigorosas são necessárias.
Os autores ressaltam a necessidade de estudos com desenho aperfeiçoado e follow-up extendido. Sem dados sólidos, o uso para transtornos mentais deve ser avaliado com cautela.
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