- Pacientes com Alzheimer no Reino Unido estariam ficando para trás em tratamentos experimentais por diagnóstico atrasado ou impreciso, dificultando a participação em ensaios clínicos.
- Embora os ensaios de fármacos contra Alzheimer tenham alcançado recordes este ano, a participação britânica não acompanha o ritmo, segundo a Alzheimer’s Research UK.
- No Reino Unido, um terço das pessoas com a doença não possui diagnóstico formal; entre quem tem, o diagnóstico costuma ser dementia geral, não suficiente para indicar participação em ensaios.
- Menos de mil pacientes britânicos estão participando de ensaios de fase três de fármacos para Alzheimer.
- Especialistas dizem que o progresso depende de diagnóstico precoce e preciso, com o aumento recente de candidatos a fármacos e mudança de foco para vias como tau e inflamação.
As pesquisas sobre Alzheimer atingiram recorde de ensaios este ano, mas pacientes no Reino Unido ficam de fora por diagnósticos atrasados ou imprecisos. A Alzheimer’s Research UK alerta que a falta de diagnóstico formal dificulta a inclusão em estudos com tratamentos experimentais.
Segundo a entidade, mais de 32 milhões de pessoas no mundo convivem com a doença, a forma mais comum de demência. No Reino Unido, um terço das pessoas com Alzheimer não tem diagnóstico formal, o que reduz o acesso a trials.
A organização aponta que, embora haja mais trials, o número de participantes britânicos ainda é baixo. Menos de 1.000 pacientes do país participam de testes de fase 3.
Desafios de diagnóstico
- Atrasos na identificação de sinais da doença dificultam a inscrição em pesquisas.
- Quando diagnosticado, o quadro costuma ser classificado como demência geral, não específico o suficiente para equilibrar nomes em estudos.
Perspectivas de fármacos e ensaios
- Medicamentos anti-amyloide como lecanemem e donanemab ganharam aprovação global, com benefícios modestos.
- Revisões recentes discutem impactos clínicos e sugerem que resultados dependem de quando a doença é tratada.
Caminhos e próximos passos
- O cenário global registrou aumento de 40% no número de fármacos com potencial terapêutico em ensaios nos últimos 10 anos.
- O Trailblazer-Alz 3, em curso, avalia donanemab em indivíduos com amyloid no cérebro mas sem sintomas, para medir proteção cognitiva precoce.
Impacto no Reino Unido
- A falta de diagnóstico precoce compromete a correspondência entre pacientes e ensaios promissores.
- Pesquisadores destacam que diagnosticar cedo é essencial para ampliar a participação em trials e acelerar avanços.
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