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Nova diretriz orienta vigilância de câncer relacionado ao trabalho

Diretrizes do Instituto Nacional de Câncer ampliam de 19 para 50 os cânceres ligados ao trabalho, tornando a vigilância mais prática para profissionais de saúde no SUS

Rio de Janeiro (RJ), 14/11/2023 – População enfrenta forte onda de calor no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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  • O Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançou, no dia 5, as Diretrizes para a Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho, versão 2026, durante seminário na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
  • A lista passou de 19 para 50 tipos de câncer associados a exposições ocupacionais, incluindo novas ocupações como bombeiro e trabalho noturno.
  • As diretrizes visam uso prático na rotina dos profissionais de saúde, com recordatório ocupacional e notificação ao final; a edição caiu de 10 para 8 capítulos.
  • A atualização segue a lista nacional de doenças relacionadas ao trabalho e os parâmetros da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde.
  • O objetivo é fortalecer a vigilância, identificar exposições regionais e orientar ações de prevenção e políticas públicas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) revelou nesta terça-feira, 5 de agosto, as Diretrizes para a Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho, versão 2026. O anúncio ocorreu durante o Seminário Nacional na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), com apresentação oficial e debate sobre avanços na vigilância.

As novas diretrizes atualizam a edição de 2012 para incorporar avanços científicos e ampliar o acompanhamento de fatores de risco nos ambientes de trabalho. A lista de cânceres relacionados ao trabalho passou de 19 para 50 tipos, organizados por agentes e fatores de risco.

O esforço segue a lista nacional de doenças relacionadas ao trabalho, revisada no último ano, e utiliza uma revisão sistemática para atualizar vínculos entre exposições ocupacionais e câncer. A autora da atualização é a gerente substituta da Área Técnica Ambiente, Trabalho e Câncer do Inca, epidemiologista Ubirani Otero.

O que muda na prática

A nova versão facilita a rotina dos profissionais de saúde, com foco no recordatório ocupacional e na notificação ao final do atendimento. A diretriz passa a ter oito capítulos, contra dez na edição anterior, apresentando exemplos práticos e casos clínicos para orientar a leitura.

A atualização busca fortalecer a vigilância e orientar ações de prevenção. Otero afirma que a identificação de padrões regionais pode levar a ações de busca ativa para apurar exposições a agentes como sílica, amianto e outras ocupações de risco.

A médica ressalta ainda que fatores como o tabagismo potencializam o risco, mas a exposição a múltiplos agentes pode causar efeitos sinérgicos. Com o aumento da notificação de casos, equipes de vigilância podem mapear atividades e indústrias de cada território.

Impacto para estados e municípios

Durante o seminário, estados e municípios já capacitados apresentaram notificações baseadas na versão anterior. Com a edição 2026, o Inca espera facilitar o trabalho das equipes locais, ampliando a identificação de vínculos entre ocupação e câncer.

O objetivo central é permitir que profissionais de saúde reconheçam onde estão as indústrias e ocupações de maior risco, a partir de dados de histórico ocupacional, para implementar medidas de prevenção de forma mais eficaz.

Avanços e perspectivas

As diretrizes 2026 incorporam avanços da lista da Organização Mundial de Saúde, por meio da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC). A expansão de 19 para 50 tipos de câncer representa ganho significativo para a prevenção e a vigilância.

Entre os cânceres considerados estão mama, ovário, próstata, colorretal, fígado, além de hematológicos como linfomas e leukemias, e câncer de pele, que tem relação com exposição solar em atividades como construção civil e turismo de rua.

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