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Retribuir um favor depende do tipo de relação, dizem cientistas.

Estudos do MIT evidenciam que reciprocidade depende da relação; em assimetria social, espera-se continuidade do ato, não retorno

Hands give presents to an expectant empty hand.
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  • Estudo do MIT mostra que reciprocidade depende do contexto de relacionamento: em relações assimétricas, a generosidade tende a fluir em uma única direção e não a ser retribuída.
  • Em situações entre pessoas de igual status, como amigos ou colegas, as pessoas costumam esperar que a gentileza seja retribuída.
  • Experimentos com histórias mostraram que, quando há hierarquia, o precedente costuma continuar, em vez de ocorrer troca recíproca.
  • A explicação sugerida é que manter o controle de quem faz a gentileza é trabalho extra; seguir o precedente facilita manter o relacionamento.
  • A pesquisa, liderada pela professora Rebecca Saxe, foi publicada na revista Open Mind e contou com Alicia Chen como autora principal, com apoio financeiro da Simons Foundation Autism Research Initiative e da Patrick J. McGovern Foundation.

Um estudo da MIT mostra que a reciprocidade em atos de generosidade depende do contexto relacional. Pesquisadores experimentais indicam que mudanças pequenas na relação podem alterar ações e expectativas de reciprocidade.

A pesquisa destaca que, em situações onde há assimetria de poder, status ou influência, a generosidade tende a fluir de forma não recíproca. Ou seja, o da mão mais alta costuma doar mais, e o fluxo não é naturalmente refeito.

Os autores, liderados pela professora Rebecca Saxe, publicaram os resultados na revista Open Mind. Alicia Chen, candidata a doutorado, foi a autora principal do artigo. A investigação avaliou como contextos sociais moldam comportamentos.

Mudanças de expectativas conforme o relacionamento

Para o estudo, voluntários leram narrativas com relações simétricas (amigos, colegas) e assimétricas (relacionamentos hierárquicos). Em cenários com igualdade, espera-se que a generosidade seja retribuída.

Já em relações assimétricas, a expectativa é de continuidade da ação inicial, não de reciprocidade. Um exemplo é um professor que compra café para alunos, com a tendência de manter o padrão ao longo do tempo.

Os pesquisadores sugerem que manter o controle de quem deve fazer o próximo ato é incomum; o hábito de seguir precedentes facilita a manutenção de relações. A ideia é que seguir o que já ocorreu evita esforço extra.

Quando a relação é assimétrica, a direção da generosidade pode oscilar, mas tende a permanecer. Se o irmão mais velho paga por ingressos, a expectativa é de que ele continue nesse papel, e vice-versa.

Perspectivas e próximos passos

A equipe propõe modelos computacionais para entender fatores que influenciam a reciprocidade, incluindo tipo de relação, benefício percebido e fatores culturais. Com eles, é possível comparar teorias de forma quantitativa.

O estudo financiou-se pela Simons Foundation Autism Research Initiative e pela Patrick J. McGovern Foundation. A pesquisa abre caminho para entender como relações moldam comportamentos sociais no dia a dia.

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