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Golfinhos fêmeas evitam machos problemáticos com base em seus nomes

Fêmeas de golfinho roaz evitam machos agressivos usando assinaturas vocais individuais, distinguindo comportamentos passados para evitar coerção

Dois golfinhos nadando em águas claras e azul-turquesa. Um golfinho está em primeiro plano, de perfil, cansado, com bolhas subindo de seu dorso. O outro está mais ao fundo, de frente, com um sorriso no rosto. O fundo é de areia clara e o sol ilumina a água, criando um ambiente sereno.
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  • Estudo, publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, analisou golfinhos-roaz do Indo-Pacífico na baía Shark, na Austrália Ocidental.
  • Pesquisadores reuniram treze assinaturas sonoras de machos e expuseram 17 fêmeas a gravações subaquáticas, monitorando os movimentos com drone.
  • Fêmeas férteis fugiram mais ao ouvir assobios de machos agressivos, mantendo distância por períodos maiores.
  • Fêmeas mais velhas ou com filhotes não reagiram da mesma forma; o comportamento pode depender do histórico dos machos.
  • Conclusão principal: as fêmeas usam sinais vocais únicos para identificar machos com histórico de agressão e evitar interações coercitivas.

Do estudo publicado no início de junho, pesquisadores analisaram golfinhos-roaz do Indo-Pacífico na baía Shark, na Austrália Ocidental. O foco foi entender como fêmeas lidam com machos agressivos durante a época de acasalamento. Os resultados indicam que as fêmeas evitam indivíduos com histórico de violência.

A pesquisa envolveu 34 assinaturas sonoroas dos machos, gravadas para apresentar a 17 fêmeas. As gravações foram reproduzidas em caixas de som subaquáticas, enquanto o comportamento das fêmeas era monitorado por drone. Assobios de machos agressivos geraram maior evasão.

Entre os achados, destacam-se as fêmeas férteis ou próximas do período fértil que fugiam dos sons associáveis à agressão. Fêmeas mais velhas ou com filhotes mostraram menor resposta a esse tipo de estímulo, sugerindo influência do histórico de coerção.

Os autores sugerem que as fêmeas aprendem observando a interação entre machos e outras fêmeas. A hipótese é de que, por meio de classificações vocais individuais, elas antecipam e evitam contatos coercitivos em diferentes contextos reprodutivos.

O estudo reforça que, em golfinhos, a reprodução envolve alianças entre machos para cercar a fêmea. Mesmo assim, a cópula não é necessariamente forçada, e as fêmeas podem tentar se deslocar para avaliar parceiros.

Os pesquisadores ressaltam que as descobertas ampliam a compreensão sobre a comunicação entre golfinhos e o papel dos sinais vocais na tomada de decisão durante o acasalamento. O artigo foi publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences.

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