- O marido de Carla Zambelli, coronel Antônio Aginaldo de Oliveira, deve defender com ela a desistência de recorrer à Suprema Corte de Cassação, aceitando a extradição ao Brasil.
- Zambelli já cumpriu quase oito meses da pena enquanto aguardava a extradição, e o processo pode levar mais seis a sete meses, ou até um ano.
- Ela foi condenada a dez anos de prisão por invasão de sistema informático e falsidade ideológica, envolvendo financiamento de invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça pelo hacker de Araraquara.
- A Quarta Seção Penal da Corte de Apelação de Roma aprovou a extradição solicitada pelo governo brasileiro.
- A decisão julgou que os crimes possuem equivalente na Itália; o ministro Alexandre de Moraes não foi considerado parcial nem houve perseguição política, e ter dupla cidadania italiana não impõe impedimento.
O coronel Antônio Aginaldo de Oliveira, marido da ex-deputada Carla Zambelli, apresentará argumentos para que ela desista de recorrer à Suprema Corte de Cassação na Itália e aceite a extradição ao Brasil. A informação foi divulgada pelo advogado Fabio Pagnozzi em entrevista à CNN Brasil na sexta-feira.
Segundo Pagnozzi, Zambelli já cumpriu quase oito meses da pena enquanto aguardava pela extradição. O advogado afirmou que o processo pode se estender por mais meses e ressalta a possibilidade de a ex-deputada retornar ao Brasil para ficar perto da família.
Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por invasão de sistema informático e falsidade ideológica. A acusação sustenta que ela financiou a invasão aos sistemas do CNJ, efetuada pelo hacker conhecido como Walter Delgatti Neto, que também está detido.
Avanço da extradição pela Itália
Nesta semana, a Quarta Seção Penal da Corte de Apelação de Roma autorizou a extradição solicitada pelo governo brasileiro. A decisão foi proferida pelos juízes Flávio Monteleone, Aldo Morgigni e Fabrizio Suriano.
Os magistrados entenderam que os crimes cometidos no Brasil possuem equivalência na legislação italiana e que não houve perseguição política ou parcialidade por parte do STF, no julgamento de Zambelli. A cidadania italiana não foi considerada impedimento ao processo.
A decisão italiana também apontou que possuir dupla cidadania não impede a extradição, pelo contrário, reforça o vínculo entre o Estado requerente e a pessoa extraditada, que é considerada cidadã de pleno direito.
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