- Erika Hilton acusa a direção do PSOL de privilegiar candidaturas brancas e cis na distribuição de recursos, citando Manuela D’Ávila, que teria previsão de receber mais que o dobro, e Juliano Medeiros, com o mesmo valor que a parlamentar.
- A deputada afirma que acordos internos de inclusão, que levavam em conta gênero, raça e deficiência, teriam sido desmontados pela direção nacional.
- Hilton argumenta que, por ser mulher negra e travesti, precisa de estrutura maior para a campanha em São Paulo, incluindo gastos com logística e segurança, o que estaria sendo ignorado pelo partido.
- O PSOL descartou irregularidades, afirmando que a distribuição de recursos busca ampliar a bancada federal e estadual e manter a política de incentivo a candidaturas de mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTs e PCDs.
- Outros integrantes do PSOL, como Renata Souza e Rick Azevedo, criticaram os critérios adotados pela direção e defenderam maior presença de negros e mulheres, cobrando transparência nas decisões.
A deputada federal Erika Hilton acusa o PSOL de descumprir acordos internos e privilegiar candidaturas brancas com recursos financeiros. Ela aponta Manuela D’Ávila, recém-filial ao partido, como recebendo previsão de orçamento mais do que o dobro. Juliano Medeiros, presidente da Federação PSOL-Rede, seria favorecido com o mesmo valor.
Hilton sustenta que essa prática fere a política de inclusão do partido, que prevê ajustes por gênero, raça e deficiência. Ela afirmou que a direção nacional desmontou tal mecanismo de distribuição de recursos, segundo a parlamentar.
A deputada negra e travesti afirma ainda precisar de estrutura maior para a campanha em São Paulo, citando logística e segurança. Segundo ela, as necessidades não têm sido atendidas pela direção do PSOL, o que inviabilizaria parte da candidatura.
Reação do PSOL
O PSOL informou que a distribuição de recursos eleitorais busca ampliar a bancada e atingir vagas no Senado. A legenda ressaltou que o incentivo a candidaturas de mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTs e pessoas com deficiência é uma política consolidada.
Diversos membros do partido comentaram o episódio. A deputada estadual Renata Souza (PSOL-RJ) defendeu a manutenção da diversidade na representação e a ampliação de recursos para negros e mulheres.
O vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo (PSOL) também comentou, afirmando que lideranças devem tornar públicas as escolhas de distribuição de recursos. Ele citou Manuela D’Ávila como exemplo de candidata que pode receber recursos superiores.
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