- A Quaest aponta que a aproximação entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump tem efeito positivo para Lula, segundo a pesquisa divulgada nesta quarta-feira.
- O estudo associa o caso envolvendo Daniel Vorcaro a suspeitas de corrupção, entre eleitores independentes, grupo estratégico para o plano de eleição.
- Em segurança pública, 60% dos entrevistados classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas; 45% concordam com a classificação adotada pelos EUA, 45% discordam.
- Sobre a influência de Flávio, 47% acreditam que ele influenciou Trump na decisão de classificar as facções como terroristas; 37% dizem que não houve participação.
- No tarifaço, 47% dos entrevistados dizem concordar mais com Lula, 35% com a versão de Flávio; números indicam que Trump passa a atuar como cabo eleitoral de Lula.
A Quaest divulgou nesta quarta-feira uma pesquisa que aponta a percepção de que a aproximação entre o deputado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos EUA, Donald Trump, tem fortalecido a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa eleitoral. O estudo marca uma leitura de campo sobre a influência de esse alinhamento no voto independente e na agenda política nacional.
Entre os elementos analisados, o levantamento aponta que o caso envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pode ter relação com a percepção de corrupção entre eleitores independentes, grupo estratégico para o pleito. Segundo a leitura da Quaest, há associação entre o pedido de financiamento de um filme ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e suspeitas de irregularidades, o que pode reacender temas de corrupção na campanha.
A pesquisa também destaca a pauta de segurança pública. Dados revelam que 60% dos entrevistados defendem classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas pelo governo brasileiro. Já em relação aos Estados Unidos, a divisão é de 45% a favor e 45% contra essa classificação. Além disso, 47% acreditam que o senador influenciou Trump, enquanto 37% dizem o contrário.
Percepções sobre tarifas e influências
O estudo mostra ainda a reação ao novo tarifaço anunciado pelos EUA sobre produtos brasileiros. Segundo os dados, 47% concordam mais com Lula, que atribui a Flávio Bolsonaro a solicitação de novas tarifas, e 35% alinham-se com a versão do senador, que diz ter pedido a Trump para evitar as medidas.
Impacto na narrativa eleitoral
Os números indicam que Trump teria se tornado, na leitura da Quaest, um cabo eleitoral de Lula, com participação atribuída a Flávio Bolsonaro na atuação junto ao governo americano. A pesquisa ressalta que o efeito se assemelha ao observado no início da mobilização em torno do tema da soberania, há cerca de um ano, quando o governo ampliou esse discurso para melhorar avaliações públicas.
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