- O presidente do Democracia Cristã, João Caldas, disse à CartaCapital que a pré-candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência vai prosperar, mesmo ele em silêncio.
- Caldas afirmou que Barbosa deve começar a falar com a imprensa na próxima semana e, em seguida, sair às ruas.
- Pesquisas mostram Barbosa com 1% das intenções de voto; Aécio Neves aparece com 2% e não houve desempenho significativo no Sul e Nordeste, com 0% em algumas regiões.
- O DC enfrenta crise interna enquanto Lula e Flávio Bolsonaro são citados como opções de centro e de direita, dificultando a projeção de Barbosa.
- Uma liminar determinou a reintegração de Aldo Rebelo ao DC, expulsado após divergências; Rebelo acusa Caldas de ter escolhido Barbosa por interesse em investigações sobre o banco Master em Alagoas.
O ex-ministro do STF Joaquim Barbosa deve quebrar o silêncio sobre a pré-candidatura à Presidência na próxima semana. A expectativa foi anunciada pelo presidente do Democracia Cristã (DC), João Caldas, à CartaCapital. Barbosa ainda não se manifestou publicamente sobre o tema.
Caldas diz que Barbosa deve começar a falar com a imprensa e, em seguida, sair às ruas. Segundo ele, o que falta é o ex-ministro entrar de fato na campanha. O dirigente afirma que o eleitorado precisa revisitar a trajetória dele para reconhecer seu valor.
A avaliação de Caldas é de que o silêncio não atrapalha, pois, na visão dele, a história de Barbosa tende a reacender o interesse. O DC espera que o ex-ministro amplie a exposição pública nos próximos dias.
Cenário de aceitação e desempenho de Barbosa
Pesquisa da Quaest, divulgada nesta quarta, mostra Barbosa com 1% das intenções de voto. O levantamento também aponta 2% para o deputado Aécio Neves (PSDB), após reunião entre os dois.
O postulante do DC tem maior reconhecimento na região Sudeste, onde chega a 2% das menções. Centro-Oeste e Norte registram 1%, enquanto Sul e Nordeste aparecem com 0%.
A campanha de Barbosa enfrenta dificuldades para viabilizar uma terceira via frente a Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em meio a esse cenário, o DC vive uma crise interna, com desentendimentos que envolvem a direção.
Ao mesmo tempo, uma liminar determinou a reintegração do ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo ao DC, após expulsão causada por divergências com a cúpula. Rebelo acusa Caldas de ter escolhido Barbosa por motivos ligados a investigações do banco Master.
Aldo Rebelo planeja recorrer para contestar a decisão. O DC informou à reportagem que a reintegração será objeto de novos recursos legais. O partido continua buscando reduzir impactos da crise interna.
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