- O Congresso aprovou várias propostas com impacto financeiro nas contas públicas, incluindo pisos salariais para médicos e garis, fortalecendo a pauta antes das eleições.
- Um senador da base do governo questionou publicamente quem pediu a votação do piso dos trabalhadores de limpeza urbana, citando Fabiano Contarato (PT-ES).
- O governo depende do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para conter danos políticos, após atritos entre Lula e o Legislativo.
- Um projeto em pauta obriga estatais a absorver servidores da Eletrobras demitidos ou transferidos após privatização, transferindo custos para o Estado.
- O apoio ao projeto inclui o PSOL; o governo espera que o veto de Lula seja derrubado, em ano eleitoral, com menos alinhamento entre governo e oposição.
O Congresso Nacional aprovou uma série de projetos com impacto relevante nas contas públicas, influenciando a avaliação do mercado sobre a gestão do governo Lula. Diversos textos contêm propostas de piso salarial para categorias importantes, o que acende o cenário eleitoral nas próximas semanas.
Entre as ações em jogo, o Senado aprovou mais de duas dezenas de propostas com pisos para profissionais como médicos e garis. Um senador da base do governo questionou publicamente a votação do piso dos trabalhadores de limpeza urbana, citando o nome de Fabiano Contarato, do PT-ES, como responsável pela defesa da agenda.
O clima entre o governo e o Congresso fica tenso pela relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que tenta evitar impactos negativos antes das eleições. A relação com o governo ficou marcada pela rejeição ao retorno do advogado-geral da União ao STF, Jorge Messias, em tema já conhecido no debate institucional.
Foco em medidas de custo público
Um ponto relevante que está na pauta envolve um projeto que obriga estatais a absorverem servidores da Eletrobras demitidos após a privatização. O texto sugere transferir ao Estado o custo de um modelo de gestão privado, para apelo a trabalhadores da área elétrica.
Segundo apurações, o apoio a esse tipo de medida vem em parte do PSOL ao PL, com avaliação de aliados de Lula de que o veto do presidente poderia ser revertido no Congresso. O cenário é descrito como eleitoral, com tensões entre governo e oposição, cada um buscando evitar custos adicionais ao Tesouro.
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