- O ex-deputado Eduardo Bolsonaro apoiou a pré-candidatura ao Senado de André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo.
- Ricardo Salles (Novo-SP), também pré-candidato ao Senado, participou do Café com a Gazeta e ponderou abrir mão da disputa caso haja alguém “decente” que possa substituir seu apoio, citando Mello Araújo como exemplo.
- Salles chamou André do Prado de “não ser de direita” e criticou o articulador Valdemar da Costa Neto, líder do PL, além de acusar o Centrão de agir como “câncer do Brasil”.
- O parlamentar afirmou que o Centrão se apresenta de direita apenas para ganhar eleições e que apoia tudo de ruim da esquerda, desde que haja benefício financeiro.
- Eduardo Bolsonaro defendeu André do Prado, dizendo que o deputado é aberto e que a aliança reúne voto de opinião e voto de máquina.
A disputa pela pré-candidatura ao Senado em São Paulo ganhou contornos de acirramento nesta semana. O apoio à candidatura de André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo pelo PL, ganhou força com o posicionamento de aliados da direita paulista, enquanto o ex-deputado Eduardo Bolsonaro atuou para divergir de cenários alternativos.
Salles, que também é pré-candidato a senador pelo Novo-SP, participou do programa Café com a Gazeta, da Gazeta do Povo. Questionado sobre uma possível desistência de concorrer ao Senado, ele afirmou que, caso haja resistência ao seu nome, sugere que um nome de referência de São Paulo, como o vice-prefeito Mello Araújo, seja apoiado no lugar dele. Salles sugeriu ainda que o presidente Jair Bolsonaro não apoiaria André do Prado, deixando claro que abriria mão apenas para Mello Araújo.
O deputado dedicou parte de suas falas a críticas duras a André do Prado, apontando suposta falta de alinhamento com a direita. Segundo Salles, André do Prado teria vínculos próximos a Valdemar da Costa Neto, figura de liderança do PL, e o Centrão seria associado a posições de conveniência para obter vantagem política. Ele classificou o Centrão de cancerígeno para o Brasil e disse que a esquerda é inimiga declarada, enquanto o Centrão se apresenta como apoio estratégico para compor maioria.
Eduardo Bolsonaro, por sua vez, reforçou o apoio a André do Prado em uma entrevista ao canal Auriverde Brasil. O deputado defendeu o colega, afirmando que André é uma pessoa aberta e que a defesa dele busca unir o voto de opinião com o chamado voto de máquina. A justificativa de Eduardo visa ampliar a base de apoio e consolidar a candidatura de André ao Senado.
Até o momento, André do Prado não comentou as declarações de Salles. Não houve confirmação oficial de mudanças na chapa ou de desistência por parte de Salles. A expectativa envolvendo a corrida senatorial permanece em aberto, com atuantes da direita paulista registrando posicionamentos divergentes e tentativas de costurar alianças.
Repercussões e próximos passos
As falas dos dois deputados sinalizam um embate interno dentro da base bolsonarista e aliada. A discussão sobre apoio estratégico e composição de palanques pode influenciar a configuração de candidaturas no Estado. Analistas observam que a definição de nomes de peso pode impactar a formulação de alianças no interior e no entorno da capital.
Contexto político
O debate ocorre em meio a disputas pela liderança entre siglas de direita e centro, com citações a Valdemar da Costa Neto e ao Centrão sendo mencionadas em tom crítico por Salles. O cenário exige atenção aos desdobramentos de semanas futuras, com possíveis novas declarações de ambos os lados do espectro.
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