- Pesquisas indicam que Reform UK pode ter mais cadeiras no Senedd com o novo sistema proporcional, mas dificilmente formaria governo, pois outros partidos não cogitam coalizões.
- Em Merthyr Tydfil, apoiadores de Reform curtiram pizza grátis e música alta antes do que o líder Nigel Farage chamou de seu último grande discurso antes das eleições.
- Após décadas de domínio do Labour, o apoio migrou em parte para Plaid Cymru ou para Reform, deixando as duas forças empatadas na campanha.
- Pesquisa do YouGov aponta Plaid Cymru à frente, com trinta e três por cento, e Reform com vinte e nove por cento; “stop Reform” é o maior motivador de voto, seguido de imigração.
- A presidente do Labour no País de Gales, Eluned Morgan, admitiu que a popularidade de Keir Starmer pode influenciar o resultado, com risco de perda de controle do Senedd.
Numa noite ensolarada e fria, apoiadores do Reform UK reuniram-se em um estacionamento de um centro comercial próximo a Merthyr Tydfil. O objetivo era ouvir o que o líder Nigel Farage descreveu como seu último grande discurso antes das eleições para o Senedd, o parlamento escocês e as eleições locais na Inglaterra.
O evento ocorreu na véspera das votações, com música alta e pizza gratuita para os presentes. A legenda da campanha destacou a expectativa de que o Reform possa conquistar o maior número de cadeiras no novo sistema de votação mais proporcional da região.
O panorama político no País de Gales é de polarização. Pesquisas recentes indicam que o Plaid Cymru pode liderar as intenções de voto, ultrapassando o Reform em alguns cenários, enquanto o Labour enfrenta um esfriamento de apoio após décadas de domínio.
Segundo analistas, o Reform aparece como a primeira legenda de direita com chances de eleição no País de Gales desde o século XIX. O desempenho cresce mesmo com o desgaste de adversários, como o Labour, que tem perdido força entre eleitores tradicionais.
Dados do YouGov, divulgados na véspera, mostram o Plaid Cymru com vantagem ligeira sobre o Reform. A sondagem aponta que a prioridade dos eleitores é frear o Reform, seguida de questões ligadas à imigração, que também divide opiniões entre as campanhas.
A imigração, tema não sob responsabilidade do governo do País de Gales, surge como preocupação entre eleitores. A promessa de posições firmes no tema é usada por o Reform para atrair parte do eleitorado que se sente não contemplado pelo espectro tradicional.
Entre apoiadores, leitores relatam cansaço com as antigas forças políticas. Um veterano de 74 anos viajou de Swansea para apoiar o Reform, afirmando estar descontente com Labor e Plaid Cymru e sinalizando apoio à atuação de Dan Thomas no Parlamento.
Analistas destacam que, apesar do crescimento do Reform, a formação não é vista como capaz de governar sem coalizões. O cenário sugere que o maior partido pode não conseguir formar governo diante de alianças entre adversários.
Eluned Morgan, líder do Labour no País de Gales, reconheceu a chance de perder o controle do Senedd caso as eleições reforcem a polarização. Pesquisas indicam que o partido pode alcançar um número reduzido de cadeiras, com risco à posição da chefe do governo.
A cobertura acompanha a reta final das campanhas. Em meio a debates sobre imigração e desempenho de governo, a expectativa é de que a eleição redefina o equilíbrio entre Plaid Cymru, Reform UK e Labour, sob um sistema de voto mais proporcional.
Entre na conversa da comunidade