- Durante culto na Assembleia de Deus Vitória em Cristo no Rio de Janeiro, Silas Malafaia declarou apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, configurando propaganda eleitoral antecipada.
- A Associação Movimento Brasil Laico encaminhou representação à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro contra Malafaia, a ADVEC e cinco pré-candidatos: Flávio Bolsonaro, Douglas Ruas, Sóstenes Cavalcante, Cláudio Castro e Marcelo Crivella.
- A ação solicita preservação de vídeos, aplicação de multas de até R$ 25.000 por participante e inelegibilidade de oito anos para Malafaia e Flávio Bolsonaro, além da cassação de registros de candidatura ou diplomas.
- O documento ainda aponta a possibilidade de investigação pela Receita Federal sobre desvio de finalidade da ADVEC, o que poderia comprometer sua imunidade tributária.
- Além das acusações eleitorais, o evento teve ataques de Malafaia ao STF e a Moraes; Flávio Bolsonaro reforçou a aliança com o setor evangélico.
Durante o culto de celebração da Santa Ceia na Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), no Rio de Janeiro, o pastor Silas Malafaia interrompeu a liturgia para declarar apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026. O ato ocorreu no último domingo, 3, e foi conduzido com a participação de outras lideranças políticas.
A denúncia foi apresentada pela Associação Movimento Brasil Laico ao Ministério Público Eleitoral. A entidade acusa Malafaia, a ADVEC e cinco pré-candidatos de propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder religioso e econômico, em bem de uso comum. O objetivo é preservar vídeos do evento e apurar responsabilidades.
Envolvidos e pedidos
Os envolvidos no episódio são Silas Malafaia, Flávio Bolsonaro (PL) e demais convidados no altar: Douglas Ruas (PL), Sóstenes Cavalcante (PL), Cláudio Castro (PL) e Marcelo Crivella (Republicanos). A ação solicita inelegibilidade de Malafaia e Flávio Bolsonaro por oito anos.
A denúncia também requer a cassação de futuros registros de candidatura ou diplomas, além de medidas administrativas contra a ADVEC. A Receita Federal pode apurar desvio de finalidade da instituição, o que colocaria em risco sua imunidade tributária.
Contexto e desdobramentos
Durante o evento, Malafaia elogiou a aliança com o setor evangélico e citou passagens bíblicas para justificar o apoio. Em resposta, Flávio Bolsonaro reiterou a proximidade com esse público. O caso expõe tensões entre liderança religiosa e esfera eleitoral.
Paralelamente, Malafaia criticou o STF e o ministro Alexandre de Moraes, em tom que também ganhou contorno político no evento. O deputado federal Flávio Bolsonaro aproveitou o espaço para reforçar a parceria com lideranças religiosas.
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