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Trump pressiona cúpula política de Cuba para mudança de regime

Novas sanções dos EUA contra Díaz-Canel e entorno elevam a pressão sobre o regime cubano, com reflexos no setor hoteleiro e na crise econômica País.

Valla con las imágenes de Fidel y Raúl Castro y Miguel íiaz-Canel, en La Habana (Cuba), el 2 de julio.
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  • O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, Alejandro Castro Espín e entidades estratégicas do regime, como o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias e os Comitês de Defesa da Revolução.
  • Uma ordem executiva ameaça congelar ativos de empresas estrangeiras que prestem serviços a pessoas ou instituições sancionadas, com foco no conglomerado militar Gaesa, que controla parte relevante da economia cubana.
  • Na prática, redes hoteleiras estrangeiras começaram a recuar: Iberostar saiu de gerenciar 12 hotéis em Cuba, e Meliá anunciou a suspensão imediata de operações em 15 hotéis.
  • A medida ocorre em meio a sinais de distensão, como a reunião entre o diretor da Agência Central de Inteligência, John Ratcliffe, e representantes do Ministério do Interior cubano em maio, e a reação oficial cubana de protesto contra as sanções.
  • Em paralelo, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou acusações contra Raúl Castro e outros militares por assassinato e destruição de aeronaves ligadas ao grupo Hermanos al Rescate, reforçando a pressão sobre o regime.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra a cúpula política de Cuba, incluindo o atual presidente Miguel Díaz-Canel, familiares de Raúl Castro e órgãos do regime. A medida busca pressionar por mudança de regime ao ampliar o embargo financeiro e ampliar o alcance de restrições já existentes. As ações ocorrem em meio a tensões acentuadas entre Washington e Havana.

As sanções atingem o círculo próximo ao regime cubano, incluindo o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias e os Comitês de Defesa da Revolução, além de Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro. O governo cubano classificou as medidas como intervenção desestabilizadora e afirmou que atacam a soberania do país.

As imposições coincidem com a implementação de uma ordem executiva que amplia o alcance de restrições a empresas e indivíduos que operem com o governo cubano, especialmente o conglomerado militar Gaesa, dono de boa parte do turismo e de propriedades associadas a firmas multinacionais. O ultimato visa impedir atividades de terceiros que colaborem com o regime.

Intensificação da pressão

Hotéis de redes internacionais, como Iberostar e Meliá, anunciaram que reduziram operações na ilha em resposta às sanções, citando incertezas regulatórias e riscos financeiros. O governo americano já havia sinalizado que bancos e empresas que prestem serviços aos órgãos sancionados podem ser afetados.

Contexto e desdobramentos

Os Estados Unidos apontam o objetivo de pressionar por mudanças, citando histórico de confronto entre os dois países desde a Revolução de 1959. Em paralelo, autoridades cubanas enfatizam que o bloqueio agrava a crise econômica e humanitária na ilha, com interrupções frequentes de energia e escassez de combustíveis.

Repercussões jurídicas

Antes das sanções, o Departamento de Justiça dos EUA apresentou acusações contra Raúl Castro e outros militares por supostos crimes ocorridos há décadas, no caso envolvendo o derrubo de aeronaves da organização Hermanos al Rescate. As denúncias ressaltam a estratégia de pressão ampliada contra o regime cubano.

As medidas refletem um momento de alta tensão nas relações entre EUA e Cuba, em que a diplomacia permanece tensa, sem sinais de normalização imediata.

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