- Líderes da União Europeia destacaram em Tivat, Montenegro, a necessidade de tornar o processo de adesão mais rápido e confiável, mostrando disposição de aceitar novos membros.
- O encontro contou com Ursula von der Leyen, Emmanuel Macron e Giorgia Meloni; Montenegrino Jakov Milatović recebeu os convidados e a meta é a adesão até 2028.
- A ampliação ganha fôlego devido à guerra da Rússia na Ucrânia; Ucrânia, Moldova e seis países da região dos Balcãs Ocidentais buscam entrar no bloco.
- França e Alemanha defenderam uma integração gradual fortalecida, com propostas de permitir que países se alinhem a critérios específicos para participar de formatos da União Europeia.
- O processo de adesão é longo e exige a aprovação de todos os 27 Estados-membros; Montenegro assinou o pedido há dezoito anos, com o caminho até 2028 considerado ambicioso.
O Conselho da União Europeia precisa demonstrar que está disposto e capaz de admitir novos membros e acelerar o processo de enlargamento, disseram líderes do bloco durante a cúpula com representantes dos seis países dos Bálcãs Ocidentais que buscam adesão em breve. O encontro ocorreu em Tivat, Montenegro.
Durante o encontro, o chanceler alemão, Friedrich Merz, ressaltou que a União tem de mostrar capacidade de ampliar e vontade de fazê-lo, destacando que o atraso de 13 anos sem novas adesões evidencia falhas no bloco. A ideia é confirmar que essa região pertence ao futuro da UE.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, participou da reunião ao lado de autoridades de França e Itália, com Macron e Meloni defendendo um processo de ampliação mais rápido e mais confiável. Montenegro, que lidera a fila entre os candidatos, recebeu as lideranças com expectativa de adesão até 2028.
A agenda também trouxe propostas de integração gradual, defendidas por França e Alemanha. Macron sinalizou que um modelo de “integração gradual fortalecida” permitiria a adesão condicionada a critérios específicos, com participação em alguns formatos comunitários antes do voto final.
O presidente do Montenegro, Jakov Milatović, afirmou que o país, com cerca de 630 mil habitantes, é o mais avançado na fila de adesão e ambiciona ingressar na UE em 2028. A mediação entre expectativas regionais e exigências oficiais foi o foco das conversas.
A expectativa é que Kiev, Ucrânia e Moldova também integrem a fila de candidatas, ampliando o debate sobre como reduzir a influência de potências externas na região. Observadores apontam que o processo de adesão permanece longo e complexo, exigindo aprovação unânime dos 27 Estados-membros.
Entre as propostas discutidas, está a possível suspensão de direitos de veto para novos membros por alguns anos, para evitar bloqueios como os observados no passado. Também circula a ideia de conceder à Ucrânia um status de “associado” para participação em cúpulas, sem direito a voto, como etapa intermediária.
Serbia, Kosovo, Albânia, Macedônia do Norte, Montenegro e Bósnia e Herzegovina continuam na lista de aspirantes, com diferentes avanços e obstáculos. A União reiterou que não devem ocorrer grandes passos na cúpula, priorizando melhorias na vida cotidiana na região.
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