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Ed Husic defende linha vermelha do Labor sobre ações de Israel, flotilha

Ed Husic propõe linha vermelha a Israel com sanções mais duras, fim da cooperação de defesa e interrupção de peças do F-35

Ed Husic says there’s growing disquiet about Israel among Labor MPs, including after Israel’s national security minister, Itamar Ben-Gvir, taunted detained flotilla activists.
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  • O deputado Ed Husic, do Labor, pediu que Canberra estabeleça uma “linha vermelha” em relação a Israel, propondo sanções mais duras, fim da cooperação de defesa e bloqueio de peças para o F-35.
  • Ele cita como preocupações o tratamento de ativistas da flotilha Global Sumud, a morte da trabalhadora humanitária australiana Zomi Frankcom e a destruição de cemitérios australianos na região.
  • Husic afirma que o governo de Israel tem enviado sinais de mau comportamento e que já houve condenação pública na Austrália, inclusive com a atuação do ministro de segurança nacional, Itamar Ben-Gvir.
  • O congressista quer cooperação com a União Europeia para endurecer sanções, incluindo o banimento de comércio com assentamentos ilegais, e sinaliza que a cooperação de defesa pode terminar.
  • A discussão ocorre em meio a controvérsias sobre o programa conjunto de caças F-35, com o governo australiano ressaltando a importância da cadeia de suprimentos e as dificuldades de restringir o comércio devido a obrigações contratuais.

Ed Husic, deputado do Partido Trabalhista, pediu que a Austrália estabeleça uma linha vermelha clara em relação às ações de Israel, incluindo sanções mais duras, suspensão da cooperação de defesa e interrupção de fornecimento de peças para o F-35. O apelo foi feito em meio a casos de mau comportamento atribuído ao governo de Israel e à situação envolvendo ativistas da flotilha Global Sumud.

O político, ex-ministro de Indústria e Ciência, afirmou que padrões de conduta do governo de Benjamin Netanyahu têm gerado preocupação entre parlamentares australianos e a comunidade internacional. Ele mencionou episódios recentes envolvendo detenção de ativistas e críticas públicas a autoridades israelenses.

Husic ressaltou que há avisos anteriores e que agora é hora de ação, não apenas de declarações. A acusação de violações graves, inclusive alegações sobre tratamento de prisioneiros, é tema de debate entre membros do Partido Trabalhista, que também discute impactos regionais da guerra em Gaza e na região.

Contexto e posição do governo

O ministro das Relações Exteriores, Penny Wong, e o primeiro-ministro Anthony Albanese, condenaram incidentes envolvendo autoridades israelenses durante encontros com a embaixada de Israel. Israel negou as acusações de maus-tratos e afirmou que prisioneiros são mantidos conforme a lei.

O embaixador de Israel na Austrália, Hillel Newman, informou que os detidos foram tratados com sensibilidade. Em junho de 2025, o ministro de Segurança de Israel, Itamar Ben-Gvir, já havia sido alvo de sanções australianas por incentivar violência contra palestinos na Cisjordânia.

Husic sugeriu coordenação com a União Europeia para impor sanções mais duras, citando a necessidade de agir diante de possíveis violações graves reconhecidas pela Corte Internacional de Justiça. O comentário ocorre em meio a debates sobre a suspensão de cooperação militar e comércio relacionado a assentamentos ilegais.

O deputado destacou a importância de revisar exportações de defesa para Israel, em linha com denúncias de alterações em licenças de exportação no fim de 2024. O governo australiano defende a participação no programa conjunto de caças F-35, o que envolve peças produzidas no país.

O debate também contempla a necessidade de monitorar nacionais duais retornando de Israel que possam ter envolvimento em conflitos, com ênfase na prevenção de ações que possam comprometer a segurança interna.

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