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Revelado: Mandelson aponta vínculos com figuras da China, Rússia e Israel

Vetting aponta ligações de Mandelson com autoridades chinesas, oligarca russo e ex‑general israelense; empréstimo de £1m levanta risco de exploração de relações

Composite of the four imposed on a backdrop of Whitehall offices and Foreign Office signage
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  • A Avaliação de segurança do Reino Unido apontou ligações de Mandelson com figuras de alto escalão na China, Rússia e Israel como áreas de preocupação, antes de ele assumir como embaixador no Estados Unidos.
  • As conexões citadas incluem Lan Fo’an, ministro das finanças da China, o oligárquita russo Oleg Deripaska e Tamir Hayman, ex-diretor da inteligência militar de Israel.
  • A UK Security Vetting também mencionou um quarto indivíduo britânico próximo a Mandelson, cuja relação poderia representar risco de comprometimento.
  • Além disso, houve preocupação com um empréstimo de 1 milhão de libras usado para investir em uma startup israelense, e com a possibilidade de suas relações passadas serem exploradas.
  • Embora a UKSV recomendasse negar o clearance, Olly Robbins, então secretário permanente do Foreign Office, concedeu a liberação com mitigação de riscos em 29 de janeiro de 2025.

O Ministério da Segurança do Reino Unido concluiu, em janeiro de 2025, que Peter Mandelson apresentava um risco alto para a segurança ao atuar como embaixador britânico nos EUA. A conclusão veio mesmo após o próprio gabinete de Robbins conceder a autorização de clearance. A avaliação considerou ligações com figuras de China, Rússia e Israel, além de um empréstimo de £1 milhão.

Fontes ouvidas pelo Guardian afirmam que o UKSV identificou áreas de preocupação específicas e recomendou ao Foreign Office que Mandelson tivesse o clearance negado. A decisão final registrou Mitigações para gerenciar riscos, segundo as fontes.

Os relatos também apontam que o UKSV destacou uma relação próxima com um quarto indivíduo britânico, cuja influência poderia representar vulnerabilidade. O empréstimo de £1 milhão para investir em uma startup israelense também foi citado como fator relevante na avaliação.

Vínculos com China

Lan Fo’an, ministro das Finanças da China, foi citado pelos avaliadores como figura de relevância para Mandelson. Segundo as fontes, Mandelson manteve contatos frequentes com Lan, mesmo que não haja clareza sobre eventual dimensão comercial dessas ligações.

Mandelson já teve vínculos com a China durante o mandato como comissário de comércio da UE, incluindo viagens para negociações de políticas comerciais. O foco de avaliação foi se tais contatos poderiam ser explorados de modo indevido.

Laços com Rússia

A relação com o oligarca russo Oleg Deripaska, denunciada há anos, também esteve entre as preocupações. Registros do DOJ indicam contatos envolvendo Deripaska para facilitar viagens de Epstein e reuniões de negócios ligadas a Deripaska.

Apesar de manter contato esporádico nos anos recentes, o UKSV considerou o vínculo com Deripaska como potencial fator de risco para segurança. A relação pública com Deripaska já era conhecida há quase duas décadas.

Ligações com Israel e outros detalhes

Hayman, ex-general da inteligência militar de Israel, foi apontado como connection com Mandelson, com conversas quinzenais a cada dois meses. Também foi citada a participação de Mandelson na Moon Active, empresa de Israel ligada ao jogo Coin Master.

A divulgação do empréstimo pelo qual Mandelson pagou ações da Moon Active não constava na declaração original do Lords register, levantando questões sobre conformidade com regras de conflito de interesse. O UKSV avaliou esse ponto como relevante.

O caso levou a questionamentos sobre a divulgação de conflitos de interesse no Foreign Office e sobre como esses vínculos teriam sido geridos. A publicação dos documentos ocorreu após pressão parlamentar e investigações do Guardian.

Este artigo usa informações de fontes que conversaram com o Guardian sob reserva de anonimato. As autoridades britânicas não comentaram formalmente sobre as divulgações específicas do UKSV.

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