- Três procuradores-gerais democratas disseram que seus delegados foram barrados de uma mesa-redonda sobre combate a fraudes organizada por JD Vance, em Washington.
- Letícia James (Nova York), Rob Bonta (Califórnia) e Jennifer Davenport (New Jersey) enviaram equipes, mas não puderam acessar o encontro.
- Vance afirmou que a ação não é partidária e que a força-tarefa apontou bilhões de dólares em benefícios supostamente fraudados desde o seu lançamento, em março.
- Em carta, 24 AGs democratas disseram que o convite chegou com menos de um dia útil de antecedência e sem agenda definida.
- James, Bonta e Davenport criticaram o tom político do tema e defenderam a parceria entre estados e governo federal para combater fraudes, citando casos já investigados por seus estados.
Três promotores-gerais estaduais do campo democrático afirmam ter recebido acesso negado a uma mesa-redonda organizada por JD Vance, em Washington, durante a ação do governo federal para combater fraudes em programas públicos. O evento, divulgado como uma iniciativa bipartidária, ocorreu na terça-feira, com a participação de vários procuradores-gerais republicanos e a presença formal de autoridades democratas.
Letitia James (Nova York), Rob Bonta (Califórnia) e Jennifer Davenport (Nova Jersey) disseram ter enviado representantes aos trabalhos mesmo sem confirmação prévia de participação. Segundo James, o agente-geral assistente delegou a participação, mas não teve acesso ao encontro. Davenport reforçou que a reunião não pode servir de palco para manobra política.
Vance, presidente da força-tarefa federal para eliminar fraudes, afirmou que partes de delegações democratas de Oregon e Connecticut também estiveram presentes, embora o envolvimento tenha sido alvo de controvérsia entre os estados. O vice-presidente descreveu a iniciativa como um esforço comum para identificar benefícios fraudados.
As democratas assinalaram, em carta enviada a Vance, que o convite chegou com menos de um dia útil de antecedência e sem agenda publicada. O texto, assinado por 24 AGs, reforçou o compromisso com a cooperação com o governo federal, desde que haja planejamento adequado e abertura a discussões produtivas.
James destacou que a Califórnia lidera investigações de fraude no Medicaid, formando parte de um esforço que ajudou a recuperar recursos consideráveis no último exercício. Ela citou cortes no Medicaid e reestruturações na DHHS como exemplos de avanços dificultados por decisões administrativas anteriores.
Bonta lembrou resultados de investigações estaduais contra fraudes, defendendo que a colaboração entre estados e governo federal é essencial para enfrentar o tema. Ele criticou o que chamou de uso político do tema por autoridades federais, ressaltando que as ações precisam ser baseadas em fatos e procedimentos consistentes.
Kaul, procurador-geral de Wisconsin, também comentou o assunto, apontando impactos de mudanças administrativas sobre órgãos de fiscalização. Em entrevista, ele disse que excluir vozes técnicas compromete a eficácia no combate a fraudes.
O comunicado da força-tarefa federal que acompanha o tema destacou vitórias contra fraudes, citando fundos congelados e ações judiciais, sem mencionar investigações conjuntas. Representantes dos estados, por sua vez, ressaltaram que as operações costumam envolver cooperação entre autoridades estaduais e federais, com casos específicos ainda em andamento.
Ontem, os membros democratas reiteraram que o combate à fraude não deve se tornar objeto de disputa partidária, enfatizando a importância de diálogo aberto e planejamento adequado para que as ações sejam eficazes e justas. O episódio sinaliza tensões entre as abordagens federais e estaduais no enfrentamento de fraudes em programas públicos.
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