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Médicos residentes da Inglaterra farão greve de quatro dias em junho

Greve de quatro dias dos médicos residentes na Inglaterra, de 15 a 19 de junho, por reajuste salarial que busca recompor 26% da remuneração desde 2008/09, afetando o NHS

Resident doctors protesting near parliament last month.
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  • Médicos residentes na Inglaterra vão realizar uma greve de quatro dias, de 15 a 19 de junho, iniciando às 7h de segunda-feira e encerrando às 6h59 de sexta-feira.
  • A paralisação, a 16ª desde março de 2023, deve interromper atendimentos do NHS e levar hospitais a reprogramar dezenas de milhares de exames, consultas e cirurgias.
  • A British Medical Association (BMA) exige reajuste salarial para compensar a perda de 26% no poder de compra desde 2008/09 e ampliar substancialmente as vagas de treinamento.
  • James Murray, novo secretário de Saúde, chamou as demandas de irrealistas e insustentáveis, e disse que o aumento já foi significativo nos últimos quatro anos.
  • A BMA alerta que o movimento pode se intensificar em julho caso não haja progresso nas negociações.

Resident doctors na Inglaterra vão realizar uma greve de quatro dias em junho, marcando a 16ª paralisação no braço de três décadas entre salários e condições de trabalho. O movimento ocorrerá das 7h de 15 de junho até 6h59 de 19 de junho, com impacto provável sobre atendimentos do NHS.

A British Medical Association (BMA) informa que a ação pode piorar em julho caso não haja avanço nas demandas. Cerca de 75 mil médicos residentes na Inglaterra são alvo das negociações, que buscam reajuste para compensar queda real de 26% no valor dos salários desde 2008/09 e ampliação de vagas de formação especializada.

O novo secretário de Saúde, James Murray, substituto de Wes Streeting, rejeitou as reivindicações de aumento salarial, classificando-as como unrealistas, insustentáveis e sem viabilidade financeira. Murray enfatiza que houve aumento de 33,4% nos salários dos residentes nos últimos quatro anos, resultado apontado como referência pelo governo.

Segundo o presidente do comitê de médicos residentes da BMA, as negociações entraram em impasse com o novo governo. O grupo afirma que não há avanços significativos nas propostas de criação de novas vagas e de aumento financeiro, o que mantém a continuidade das ações previstas.

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