- O presidente Donald Trump ameaçou cortar todo o comércio com a Espanha após o governo espanhol se recusar a permitir que aviões americanos usem bases espanholas para atacar o Irã.
- A recusa ocorreu durante o governo do socialista Pedro Sánchez, que não vê respaldo na Carta das Nações Unidas para a ofensiva contra o Irã.
- O ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, disse que não esperava consequências e destacou a soberania das bases espanholas e o compromisso com a segurança euro-atlântica.
- Albares lembrou que as instalações são de soberania espanhola e citou a participação do país em missões no Báltico, no Líbano e no Iraque.
- O governo espanhol sustenta que a ofensiva liderada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã não se enquadra na Carta das Nações Unidas.
Donald Trump ameaçou nesta terça-feira cortar todo o comércio com a Espanha após o governo espanhol se recusar a permitir que aviões americanos utilizassem bases no país para atacar o Irã. A declaração foi feita durante uma reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz, em Washington.
O ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel Albares, disse que não esperava consequências após a negativa de Madrid. Albares ressaltou a soberania das bases espanholas e afirmou o compromisso de Espanha com a segurança euro-atlântica, mencionando participação em missões no Baltico, no Líbano e no Iraque.
O governo de Pedro Sánchez sustenta que a ofensiva liderada pelos EUA e por Israel contra o Irã não se enquadra na Carta das Nações Unidas, justificando a recusa ao uso das bases. A posição foi reiterada como parte de uma política de defesa e diplomacia de Madrid.
Trump ainda declarou que não quer ter relação com a Espanha, sem indicar medidas específicas além da ameaça de interromper o comércio. Não houve anúncio de ações imediatas pelo governo espanhol ou por autoridades espanholas para reverter a decisão.
A tensão envolve questões de soberania, alianças militares e estratégias regionais, em meio a críticas à atuação dos EUA na região. O episódio mostra as dificuldades diplomáticas entre Washington e aliados europeus diante do uso de bases para operações militares.
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