- Trump afirmou que o Reino Unido demorou demais para permitir que os EUA usassem bases aéreas britânicas para atacar o Irã.
- Ele disse estar muito desapontado com Keir Starmer por um acordo que cede a soberania das Ilhas Cagosas à Maurícia, para manter a base de Diego Garcia.
- Starmer mudou de posição após ataques iranianos; antes não autorizou, depois disse que permitiria devido à retaliação do Irã.
- Trump criticou a demora, sugerindo que houve preocupação com a legalidade.
- O projeto de lei que formaliza o acordo está pausado no parlamento; Starmer afirma que não avança sem concordância dos EUA.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Reino Unido demorou demais para permitir que forças americanas utilizassem suas bases aéreas para atacar o Irã. Ele também disse estar muito descontente com o líder trabalhista Keir Starmer por causa do acordo britânico para transferir a soberania das Ilhas Chagos para Maurício, como forma de manter o uso da base de Diego García, no Oceano Índico.
Segundo Trump, o atraso britânico ocorreu porque o governo temia questões legais envolvidas nos ataques realizados contra o Irã. Ele destacou que, na visão dele, o envio de apoio logo deveria ter sido liberado para enfrentar as ações iranias na região. O histórico envolvimento de Diego García é citado como elemento central para a continuidade da cooperação entre EUA e Reino Unido.
Mudança de posição do governo britânico
No sábado, as primeiras ações israelenses e americanas contra o Irã provocaram mortes entre as lideranças iranianas, sem que o governo britânico tivesse autorizado o uso de Diego García. No domingo, contudo, Starmer afirmou que a posição poderia ter mudado diante de ataques de retaliação iranianos que atingiram alvos no Oriente Médio, inclusive uma base britânica no Chipre.
Trump afirmou ao Daily Telegraph que Starmer demorou a mudar de posição e classificou o atraso como inédito entre os dois países, sugerindo preocupação com a legalidade das ações. O governo britânico chegou a pausar, em outra etapa, a tramitação de um projeto de lei para formalizar o acordo com Maurício, que depende da concordância dos EUA para seguir adiante.
Detalhes sobre o acordo e o conflito
Antes da mudança de posição de Washington, Trump havia endossado o acordo com Maurício, descrito por ele como uma possibilidade aceitável dadas as circunstâncias. Posteriormente, o republicano afirmou que a decisão de ceder a soberania de Ilhas Chagos a Maurício não era ideal, criticando a forma como foi conduzido o processo.
Sobre o ataque iraniano, Trump disse que a operação contra o Irã ocorreu de forma adiantada em relação ao cronograma previsto, com a expectativa de levar quatro semanas, mas ele indicou que todas as lideranças haviam sido atingidas em um único dia. O objetivo declarado, segundo o presidente, é estimular um movimento interno no Irã, ao mesmo tempo em que mencionou a possibilidade de futuras negociações com eventuais substitutos da liderança de Khamenei.
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