- Angus Taylor, líder da oposição, disse que as 23 crianças e 11 mulheres que permanecem no campo de al-Roj são “simpatizantes do ISIS” e defendeu testes de entrada no país com base em valores.
- Taylor afirmou que não há ambiguidades: o grupo viajou ao Oriente Médio para apoiar o ISIS e, por isso, não é bem-vindo na Austrália.
- Jonathon Duniam, ministro de assuntos de segurança de oposição, qualificou as menores do grupo como “crianças falsas” e disse que muitas teriam idades próximas da maioridade, sem apresentar evidências.
- O acampamento de al-Roj, no nordeste da Síria, abriga mulheres e filhos de combatentes mortos ou presos do ISIS, em condições descritas como potencialmente perigosas.
- O governo australiano reconhece poucas vias para impedir o retorno do grupo e diz não estar ativamente ajudando na repatriação; o Coalizão pretende apresentar projeto de lei para tornar ilegal auxiliar a repatriação de pessoas ligadas a organizações terroristas sem aprovação prévia.
Angus Taylor disse que 23 crianças e 11 mulheres australianas detidas em al-Roj, no norte da Síria, seriam simpatizantes do ISIS. A declaração ocorreu durante entrevista coletiva antes do horário de perguntas no parlamento australiano.
Taylor afirmou que o grupo viaja ao Oriente Médio para apoiar o ISIS e defendeu que o governo adote testes de valores e crenças para admissões no país. A fala ocorreu em meio a críticas da oposição à repatriação dessas pessoas.
O grupo, composto por mães e filhos de combatentes do ISIS, vive no campo de detenção de al-Roj, em condições descritas como precárias e com risco à vida. Boa parte das crianças possui cidadania australiana.
Jonathon Duniam, ministro shadow do Home Affairs, chamou o grupo de “crianças” em tom duplo, ressaltando que a faixa etária varia e que não é possível confirmar números com precisão. O parlamentar também mencionou dificuldades de julgamento de risco.
No âmbito legal, a lei de Passaportes permite a emissão de passaportes com exceções para casos de risco à segurança. Uma mulher do grupo recebeu, em fevereiro, uma ordem de exclusão temporária para retornar à Austrália, por até dois anos.
O governo de Anthony Albanese afirmou não atuar ativamente para repatriação, mas reconheceu que existem opções limitadas para impedir o retorno. O pleito político envolve propostas de endurecimento de leis para repatriações envolvendo grupos ligados ao terrorismo.
Oposição e aliados divergem sobre políticas de segurança e repatriação. O senador David Shoebridge criticou Taylor por usar crianças como instrumento político, alegando dano à credibilidade das instituições.
O debate acompanha a tensão entre interesses de segurança nacional e proteção de famílias que mantêm cidadania australiana, com o tema ganhando força em declarações oficiais e propostas legislativas pendentes.
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