- O vice-presidente dos EUA, JD Vance, acusou a União Europeia de interferência na eleição parlamentar de domingo na Hungria, durante visita a Budapeste para “ajudar” o premiê Viktor Orbán.
- Vance disse receptivamente que, segundo ele, o que a UE faz representa um dos piores casos de interferência externa em eleições.
- Orbán está na disputa para renovar o governo após 16 anos, enfrentando o ex-membro do partido governista Fidesz, Péter Magyar, e sua passagem pela cidade ocorreu cinco dias antes da votação.
- O tema da campanha envolve, de um lado, Orbán e seu governo argumentando que a guerra na Ucrânia é uma ameaça e que ele é o mais capaz de lidar com ela; do outro, Magyar enfatizando questões internas como estagnação econômica e corrupção.
- Vance elogiou Orbán pela posição energética “independente” da Hungria e mencionou supostas tentativas de influências de serviços de inteligência ucranianos nas eleições americanas.
JD Vance chegou a Budapeste para apoiar Viktor Orbán e acusou a UE de interferência nas eleições húngaras de domingo. O vice-presidente dos EUA afirmou, em coletiva, que a imprensa europeia seria responsável por uma suposta interferência externa, em tom combativo.
Ao lado de Orbán, Vance disse que os burocratas de Bruxelas tentaram prejudicar a economia da Hungria e a independência energética do país. O político americano está no país cinco dias antes do pleito, em meio a uma campanha marcada por tensões sobre Ucrânia e sanções.
Contexto eleitoral
O pleito parlamentar ocorre em um cenário de disputa entre Orbán, líder do Fidesz, e Péter Magyar, líder do partido Tisza. Orbán é apontado como favorito em pesquisas, enquanto Magyar foca em questões domésticas como economia e serviços públicos.
Relações internacionais e desdobramentos
Vance mencionou suposta tentativa de influenciar eleições americanas por parte de setores do sistema ucraniano, sem oferecer evidências. As declarações ocorrem em meio a acusações sobre ligações entre Budapeste e Moscou, reforçadas por relatos sobre conversas entre Orbán e Putin.
Reações locais
Magyar reagiu, dizendo que nenhuma interferência externa é aceitável. O candidato destacou que as eleições são soberanas e que o país deve ser governado pela população húngara, sem influências externas.
Observação
A visita de Vance ocorreu durante uma agenda que incluiu comícios com Orbán, com foco em segurança energética, posição da Hungria frente à Rússia e criticismo a políticas da UE. As informações são baseadas nos relatos disponíveis até o momento.
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