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Brasil pode ser afetado pelo conflito Irã, EUA e Israel, afirma Amorim

Amorim alerta: Brasil pode sofrer impactos do conflito Irã, EUA e Israel; preparação para o pior e possível atraso da visita de Lula a Trump

Assessor de Lula vê a possibilidade de ampliação do conflito para outros países, e pode afetar visita do petista a Trump neste mês. (Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
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  • Celso Amorim, assessor especial do presidente, disse que o Brasil deve se preparar para possíveis impactos do conflito entre Irã, EUA e Israel, que tem se intensificado no Oriente Médio.
  • Ele afirmou que a escalada pode afetar atos oficiais, incluindo a visita de Lula aos Estados Unidos para encontro com o presidente Donald Trump, prevista para este mês.
  • O alerta inclui o risco de o conflito se expandir para outros países da região, com ataques relatados contra alvos no Irã e retalições em nações como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos.
  • O governo brasileiro já se manifestou, pedindo a interrupção imediata das ações militares na região do Golfo, classificando o cenário como grave ameaça à paz internacional.
  • A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel no Irã, no fim de semana, resultou em ataques a alvos estratégicos e na morte de autoridades iranianas, provocando resposta com lançamentos de mísseis pelo Irã.

O assessor especial do presidente Lula para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou que o Brasil deve se preparar para possíveis impactos do conflito entre Irã, EUA e Israel. O embate teve início no fim de semana e vem se intensificando no Oriente Médio, segundo ele. Amorim observou que a situação pode afetar o cenário global e até mesmo a vinda de Lula aos EUA.

Ele destacou o risco de o conflito se expandir para outros países da região, citando ações militares contra o Irã e ataques a estruturas civis em países vizinhos. O diplomata disse que o Irã tem histórico de apoiar grupos em outros territórios e que a escalada eleva incertezas geopolíticas.

Amorim afirmou que pretende conversar com Lula ainda nesta manhã para alinhar uma posição brasileira diante da crise. O tema ainda não foi debatido de forma aprofundada entre os dois, segundo o assessor.

Desdobramentos diplomáticos

O governo brasileiro já se manifestou sobre o agravamento da violência, pedindo a interrupção das ações militares na região do Golfo. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores classificou a situação como grave ameaça à paz internacional, sem mencionar diretamente os países envolvidos.

No sábado, EUA e Israel realizaram ataques a alvos no Irã, sob a justificativa de conter o programa nuclear. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra alvos ligados aos dois países. O episódio elevou as tensões na região e aumentou a preocupação com consequências regionais e globais.

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