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Pressão aumenta para encerrar sigilo em acordo de remédios com Trump

Pressão aumenta para tornar pública a avaliação do custo do acordo de medicamentos com os Estados Unidos (EUA), com autoridades limitando estimativas futuras

As part of the deal, the government have committed to doubling the UK’s spend on new drugs from 0.3% of GDP to 0.6% by 2035, which will entail continued increases in spending between now and then.
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  • MPs de vários partidos pressionam o governo a tornar público o impacto do acordo com os EUA sobre medicamentos, alegando sigilo e custos crescentes para o NHS.
  • O acordo prevê aumento do gasto britânico em novos fármacos e maior investimento em medicamentos de vida prolongada em troca de isenções de tarifas para exportações britânicas de medicamentos aos EUA.
  • O Departamento de Saúde afirma que o custo adicional será de apenas 1 bilhão de libras entre 2025/26 e 2028/29, mas não estimou gastos após 2028/29.
  • Um grupo parlamentar cross-party planeja debater o acordo na Câmara, discutir comissões de saúde, ciência e negócios e buscar uma auditoria independente para avaliar impactos.
  • Críticos apontam que o custo total pode subir ano a ano, com pedidos de maior transparência; o governo tem resistência em divulgar informações de longo prazo, citando FOI.

O governo do Reino Unido enfrenta nova pressão para tornar públicos os detalhes do acordo com os Estados Unidos sobre medicamentos. Críticos alegam que a transparência é necessária para entender o custo real do pacto, firmado na semana passada. A oposição e um grupo de deputados buscam publicar a avaliação de impacto do acordo.

Segundo defensores da divulgação, o acordo poderá elevar o orçamento do NHS com novas drogas, além de exigir maior gasto britânico em fármacos para manter as exportações livres de tarifas. O tema já gerou debate entre diferentes legendas no Parlamento.

O acordo, ainda sem cifras completas para o longo prazo, prevê que o Reino Unido aumente investimentos em medicamentos inovadores, em troca da manutenção de exportações britânicas sem tarifas para o mercado americano. Analistas alertam que os custos podem crescer até 2035, data de término do pacto.

Para pressionar pela publicação, um grupo interpartidário de MPs – do Labour, Liberal Democrats, Green e SNP – se reuniu para discutir a obrigatoriedade de tornar pública a avaliação de impacto. A reunião foi organizada pelo ex-líder trabalhista John McDonnell.

McDonnell afirmou que há preocupações reais com o impacto financeiro do acordo sobre o orçamento do NHS e sobre serviços prestados, e pediu também uma avaliação independente, aberta e detalhada. A meta é que o conteúdo do acordo fique disponível ao público.

Paralelamente, o Departamento de Saúde e Assistência Social (DHSC) mantém que o custo adicional previsto é de até 1 bilhão de libras entre 2025/26 e 2028/29, com crescimento estimado após esse período. Executivos disseram não ter estimativas oficiais para anos posteriores.

Nesta semana, o DHSC recusou informar custos de longo prazo ou cópias de correspondências com os titulares de ciência, inovação e tecnologia, citando leis de FOI. A recusa foi alvo de críticas de organizações civis que atuam em defesa de transparência.

A ONG Global Justice Now requisitou informações sobre custos de longo prazo, alegando que a confidencialidade impede compreender plenamente as consequências do acordo para o NHS, as finanças públicas e a indústria farmacêutica britânica. A entidade questiona a real extensão da despesa prevista.

Enquanto o debate segue, o governo ressalta que o acordo visa manter o acesso de pacientes britânicos a medicamentos, atrair investimentos farmacêuticos e evitar tarifas para as exportações britânicas. Críticos pedem clareza sobre impactos na saúde pública e na economia.

Impacto e debate público

A discussão envolve também o papel de órgãos do Parlamento, como comissões de saúde, ciência e negócios, que podem solicitar inquéritos sobre a tramitação do acordo e seus efeitos a médio e longo prazos. A DHSC foi contatada para comentar o caso.

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