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Deputado do Rio é alvo de operação por ligação com a TCP, 2ª maior facção

Operação da Polícia Civil do Rio e do Ministério Público mira deputados suspeitos de ligação com o Terceiro Comando Puro; mandados na Alerj e em imóveis na capital e no Espírito Santo

Deputado estadual Val Ceasa (PRD-RJ)
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  • A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Rio de Janeiro investigam suposta ligação de agentes públicos com o Terceiro Comando Puro, a segunda maior facção criminosa do estado.
  • Entre os alvos está o deputado estadual Val Ceasa (PRD); também são investigados Ulisses Marins, ex-vereador, e um ex-assessor parlamentar.
  • Ao todo, foram cumpridos quatroze mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio.
  • Um dos endereços de buscas é a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj); há diligências em a capital e no Espírito Santo.
  • A investigação aponta indícios de que parlamentares teriam procurado a Polícia Militar para obter informações sobre operação sigilosa para demolição de imóveis usados pelo TCP no Complexo de Israel.

Um operação conjunta da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do Ministério Público do Estado investiga a atuação de agentes públicos vinculados ao TCP, a segunda maior facção criminosa do estado. Entre os alvos estão o deputado estadual Val Ceasa (PRD) e o ex-vereador Ulisses Marins (União Brasil), além de um ex-assessor parlamentar. Ao todo, são 14 mandados de busca e apreensão.

Os mandados foram autorizados pelo procurador-geral de Justiça do Rio, Antonio José Campos Moreira, e cumpridos por equipes da Coordenadoria de Segurança e Inteligência e da Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro da Polícia Civil. A operação também busca apurar uso de influência política para obter informações sobre uma demolição de imóveis vinculados ao TCP no Complexo de Israel, na zona norte.

Conforme o Ministério Público, os investigadores levantaram indícios de que parlamentares teriam tentado influenciar a PM para obter dados sobre a ação sigilosa. Segundo o MP, os alvos teriam atuado para defender que os imóveis serviam a atividades sociais, o que, segundo as apurações, não condizia com a realidade. Além da Alerj, outros endereços na capital fluminense e no Espírito Santo foram vasculhados.

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