- A Polícia Civil do Distrito Federal pediu ao ministro Alexandre de Moraes que o ex-presidente Jair Bolsonaro depõe sobre o caso da pistola 9mm apreendida com um sargento do Exército durante blitz de trânsito.
- O pedido foi feito em ofício e a investigação está a cargo do 17º Distrito Policial.
- Por Bolsonaro estar em prisão domiciliar, a audiência está prevista para a próxima quarta-feira, às 15h.
- A tentativa de intimação pessoal falhou porque a escolta não permitiu a entrega do ato.
- A arma, descrita como pertencente a Bolsonaro, foi encontrada no assoalho de um veículo oficial durante a fiscalização; o sargento afirmou que entregou a arma para conserto e que havia pane no ferrolho.
A Polícia Civil do Distrito Federal pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que o ex-presidente Jair Bolsonaro depor sobre o caso da pistola 9mm apreendida com um sargento do Exército durante uma blitz na segunda-feira. A apuração é conduzida pelo 17º DP.
A solicitação ocorre após a abertura de um inquérito para apurar o caso. Bolsonaro poderia depor na próxima semana, já que está em prisão domiciliar. A audiência está marcada para quarta-feira (24), às 15h.
O armamento foi localizado em um veículo oficial da Presidência durante fiscalização no Pistão Norte. O sargento Estácio Leite da Silva Filho alegou ser do GSI, mas o órgão informou que ele foi emprestado à Casa Civil.
Arma apreendida e versão da defesa
Policiais verificaram a arma no assoalho, com um carregador. O sargento afirmou que o registro estava na carteira funcional, sem certificação da arma. Ele foi levado à 21ª Delegacia para prestar esclarecimentos.
Bolsonaro, segundo a defesa, entregou a arma ao sargento ao perceber que o ferrolho não funcionava. Os advogados afirmam que o sargento tem experiência com esse modelo Glock e que a falha era razão para o conserto.
A defesa sustenta que a entrega teve única função de manter a arma sob avaliação e manutenção. Eles dizem que o acionamento de ferrolho estava irregular.
A equipe de segurança afirma que retirou o percussor da arma, tornando-a inoperante, devido a medicamentos psiquiátricos em uso. A polícia não concluiu sobre a relação entre a falha e o fim da prisão domiciliar.
Advogados negam qualquer relação entre a apreensão e o término do regime de prisão domiciliar humanitária, apontando que a verificação decorreu apenas da falha de funcionamento. Moraes havia citado a necessidade de conserto próximo ao fim do benefício.
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