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Policiais usaram telefones de pessoas falecidas para falar com fiscal no RJ

Policiais federais usaram linhas em nome de mortos para falar com auditor fiscal em esquema de fraudes ligado à Refit, aponta a PF

Sede da PF no Rio
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  • A Polícia Federal identificou uso de linhas telefônicas registradas em nome de pessoas já falecidas para conversarem com o auditor fiscal Carlos Eduardo França de Araújo, em 2024.
  • O escrivão Márcio Pereira Pinto, da PF de Nova Iguaçu, utilizou uma dessas linhas ao longo da investigação.
  • Outro policial da mesma unidade, Márcio Cordeiro, também usou número de falecido para falar com Araújo, com vínculos a IPs da delegacia.
  • Na operação realizada hoje, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do ex-governador Cláudio Castro, com apreensão de celular e tablet.
  • A Justiça determinou o bloqueio de 52 bilhões de reais do grupo suspeito de fraude fiscal ligado à Refit; Ricardo Magro aparece como alvo, com difusão vermelha da Interpol.

Policiais federais usaram linhas telefônicas vinculadas a pessoas já falecidas para falar com o auditor fiscal Carlos Eduardo França de Araújo, no âmbito de apuração de fraudes ligadas à organização Refit. A operação, realizada pela PF, foi autorizada pelo STF e ocorreu nesta manhã.

A investigação aponta que o contato com o auditor se deu ao longo de 2024, via um número cadastrado como Márcio PF. Ao cruzar dados, a PF constatou que a linha pertence a um homem morto em 2021 e sem vínculo com a instituição, levantando suspeitas sobre a origem das comunicações.

A análise de celulares indicou que o escrivão Márcio Pereira Pinto, da PF de Nova Iguaçu, atuou com a linha associada ao falecido para se comunicar com Araújo. Dois agentes da mesma unidade teriam adotado prática semelhante, segundo os investigadores.

Expansão da operação

O ex-governador do Rio Claudio Castro teve mandado de busca e apreensão cumprido pela PF na manhã de hoje. O celular e o tablet dele foram apreendidos, conforme o andamento da ação.

Ricardo Magro figura entre os alvos. Ele responde a mandado de prisão por fraudes tributárias na Refit e, segundo fontes, está fora do país. Magro integra investigação que envolve débitos de mais de R$ 26 bilhões, conforme avaliação da Receita Federal.

A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões vinculados ao grupo, em desdobramento da ADPF 635/RJ, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes. A ação mira organizações criminosas e suas relações com agentes públicos no estado.

Além de Castro e Magro, a operação atingiu outras lideranças, como o desembargador Guaraci Viana, do TJ-RJ, e o ex-secretário de Fazenda Juliano Pasqual, entre outras pessoas, com mandados de busca e apreensão.

A defesa de Castro informou que ainda não conhece a motivação da ação e que colaborou com a polícia. Em nota, o advogado Carlos Luchione afirmou que a operação transcorreu sem intercorrências e que nada de relevante foi apreendido. A gestão do ex-governador é apresentada pela defesa como técnica e legalmente estruturada.

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