- Ricardo Magro, dono da refinaria Refit, é considerado foragido por sonegação de R$ 26 bilhões em tributos federais e estaduais.
- A Polícia Federal deflagrou a operação Sem Refino e o ministro Alexandre de Moraes autorizou o mandado de prisão.
- O nome de Magro foi incluído na difusão vermelha da Interpol; Moraes também autorizou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos e a suspensão das atividades da Refit.
- A Refit, em recuperação judicial desde… (informação de 1954), é apontada como símbolo de inadimplência e fraude tributária estruturada, com a prática de sonegação para financiar o negócio.
- O ex-governador Cláudio Castro teve mandados de busca cumpridos; houve afastamento cautelar de servidores, entre eles da Justiça.
O empresário Ricardo Magro, proprietário da refinaria Refit, no Rio de Janeiro, é considerado foragido pela Justiça brasileira por suposta sonegação de 26 bilhões de reais em tributos federais e estaduais. Ele é alvo de mandado de prisão autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, na Operação Sem Refino deflagrada pela Polícia Federal nesta sexta-feira.
A ação também atingiu o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, com mandados de busca e apreensão cumpridos em sua residência na Zona Oeste da capital. Além dele, servidores públicos, entre eles da Justiça, tiveram afastamento cautelar das funções envolvidas no esquema.
Magro teve o nome incluído na difusão vermelha da Interpol, a mais grave classificação pela organização. O total de ativos financeiros bloqueados pelo tribunal atingiu 52 bilhões de reais, atingindo ainda as empresas ligadas ao suposto esquema, incluindo a Refit.
A Refit, fundada em 1954 e em recuperação judicial, ficou conhecida como a chamada “refinaria de Manguinhos” e é apontada como símbolo de inadimplência e fraude tributária no país, segundo autoridades. A empresa recorre a estratégias de não pagamento de impostos para financiar o negócio.
A acusação sustenta que o não pagamento planejado de impostos permite a venda de combustíveis a preços abaixo do mercado, prejudicando a cadeia econômica. Além de ações fiscais, a PF já havia deflagrado operações anteriores contra a Refit, como Poço de Lobato e Carbono Oculto.
A investigação também envolve suspeitas de sonegação de ICMS, fraudes na importação de derivados de petróleo e lavagens de dinheiro por meio de notas fiscais frias. O conjunto de ações ocorre no contexto de denúncias de atividades estruturadas de fraude tributária.
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