- Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ajuda a Donald Trump para prender Ricardo Magro, empresário brasileiro foragido, em Miami.
- Magro é dono da refinaria Refit, maior devedora contumaz do país, com dívidas fiscais de R$ 26 bilhões com a União e o estado do Rio de Janeiro.
- A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino, mirando sonegação fiscal no setor de combustíveis; o ex-governador Cláudio Castro também foi alvo, mas apenas com mandados de busca e apreensão.
- Magro consta na difusão vermelha da Interpol.
- A Refit, fundada em mil novecentos e cinquenta e quatro e atualmente em recuperação judicial, é apontada como símbolo de inadimplência e fraude tributária, com investigações sobre sonegação de ICMS, fraudes na importação de derivados e lavagem de dinheiro.
Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ajuda a Donald Trump para prender o empresário Ricardo Magro, foragido reconhecido pela Justiça. A solicitação ocorreu em meio a contatos entre os dois governos, segundo informações obtidas pela reportagem.
Magro é dono da refinaria Refit, sediada no Rio de Janeiro, que acumula dívidas fiscais de cerca de R$ 26 bilhões com a União e com o estado fluminense. A empresa figura como a maior devedora contumaz do país.
A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira, a Operação Sem Refino, que investiga um esquema de sonegação fiscal ligado ao setor de combustíveis. O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) também foi alvo de mandados de busca e apreensão.
Magro, que vive em Miami há cerca de uma década, está entre os foragidos. O nome dele consta na diffusão vermelha da Interpol, o que facilita a sua localização internacional.
Segundo Lula, em entrevista coletiva após encontro com Trump, políticas de combate ao crime devem incluir cooperação para extradição e cooperação financeira entre países, citando a repressão a lavagem de dinheiro e a atuação de autoridades brasileiras com apoio norte-americano.
A Refit, inativa desde a recuperação judicial, é apontada pelas investigações como empresa que utiliza sonegação de impostos como parte de seu modelo de gestão. A defesa da empresa não respondeu à Gazeta do Povo até o fechamento desta edição.
Além de sonegação de ICMS e fraudes na importação de derivados de petróleo, as investigações também apontam possível uso de notas fiscais frias para lavagem de dinheiro. As apurações envolvem a Receita Federal e a PF.
A rede de operações anteriores, incluindo Poço de Lobato e Carbono Oculto, já revelou irregularidades no setor de combustíveis associadas a organizações criminosas, segundo autoridades.
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