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Moraes cobra Exército sobre visitas irregulares a Braga Netto na prisão

Moraes cobra explicações do Exército sobre visitas irregulares a Braga Netto na prisão, com visitante não autorizado e ato religioso sem autorização judicial

Walter Braga Netto em interrogatório no STF, em 10 de junho de 2025. Foto: Fellipe Sampaio/STF
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  • O ministro Alexandre de Moraes cobrou do Exército esclarecimentos sobre irregularidades na prisão de Walter Braga Netto, condenado a 26 anos.
  • Relatório da unidade militar aponta encontro não autorizado com o general da reserva Sérgio Borges Medeiros da Silva, ocorrido em 9 de março.
  • Houve visitas de familiares em dias não previstos (sexta-feira 13 e sábado 14), desrespeitando o calendário de visitas.
  • Também houve atendimento religioso sem autorização judicial, contrariando as regras vigentes.
  • Moraes determinou que o Comando da 1ª Divisão do Exército explique as ocorrências e encaminhou o despacho à Procuradoria-Geral da República.

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, cobrou esclarecimentos do Exército sobre irregularidades na prisão do general da reserva Walter Braga Netto. Netto cumpre pena de 26 anos na 1ª Divisão do Exército, no Rio de Janeiro, por envolvimento na trama golpista.

O pedido de explicações foi motivado por relatório oficial da unidade que descreve atividades entre 7 e 14 de março. O documento aponta visitas não autorizadas, encontros fora do calendário e atendimento religioso sem autorização judicial.

Entre as ocorrências, destaca-se a visita de 9 de março do general Sérgio Borges Medeiros da Silva, da reserva, que não constava na lista de autorizados. Também houve visitas de familiares em dias não previstos.

Conforme normas do Exército, visitas devem ocorrer apenas às terças, quintas e domingos, das 14h às 16h, com até três visitantes e prévio aval judicial. O relatório registra ainda assistência religiosa sem autorização da Justiça.

Moraes determinou que o Comando da 1ª Divisão apresente explicações formais sobre as irregularidades. O despacho foi encaminhado também à Procuradoria-Geral da República.

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