- O 14º Fórum de Lisboa, conhecido como “Gilmarpalooza”, começou com menor presença de autoridades versus o ano passado, incluindo ministros do STF, governadores e membros do primeiro escalão do governo Lula.
- No STF, apenas Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes confirmaram participação neste ano; Dias Toffoli deixou a relatoria do inquérito ligado ao caso Master após menções a ele no celular de Daniel Vorcaro.
- A investigação do caso Master gerou uma crise no STF e levou o presidente da Corte, Edson Fachin, a anunciar um Código de Ética para ministros.
- O governo federal teve participação reduzida: três representantes compareceram neste ano, contra seis em 2025; apenas o ministro Paulo Henrique Pereira (Empreendedorismo) e o ministro da Justiça Wellington César Lima e Silva confirmaram presença.
- Hemisfério político: o presidente da Câmara, Hugo Motta, participou; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não compareceu; o número de parlamentares presentes subiu para dezoito, conforme o último levantamento. O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, foi o único entre os governadores a confirmar participação.
O 14º Fórum de Lisboa, conhecido como Gilmarpalooza por ter apoio do ministro Gilmar Mendes, do STF, começou nesta segunda-feira (1º) com queda de presença de autoridades em relação ao ano anterior. A redução ocorreu mesmo com o objetivo do evento de manter perfil acadêmico.
Apesar das declarações de Gilmar Mendes de que o fórum não seria afetado pelo caso Master, a organização sofreu pressão ligada às investigações. Em entrevista à colunista Carla Araújo, Mendes afirmou que o Fórum é puramente acadêmico e reúne pesquisadores do Brasil, Portugal e Europa, destacando a participação de mais de 20 docentes estrangeiros.
O recuo ficou evidente entre ministros do STF, governadores e membros do primeiro escalão do governo Lula. Em 2024, cinco ministros compareceram. Nesta edição, apenas Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes confirmaram presença; Flávio Dino cancelou por motivo pessoal.
A crise relacionada ao caso Master também impactou o STF. Dias Toffoli deixou a relatoria após a PF encontrar menções a ele no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco. O escritório da família de Moraes firmou contrato de R$ 129 milhões com o Master por três anos; Moraes e Toffoli negam irregularidades, e o presidente do STF, Edson Fachin, anunciou um Código de Ética para a Corte.
Participação do governo e do Congresso
O governo federal teve menor presença do que em 2025. Em 2025 participaram seis membros; em 2026 confirmaram presença Paulo Henrique Pereira, o ministro do Empreendedorismo, e Wellington César Lima e Silva, o ministro da Justiça. O atual número de representantes federais ficou abaixo do registrado no ano anterior.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, participou da abertura do fórum, enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não comparecerá a Portugal. Já a bancada, porém, mostrou aumento relativo: 18 parlamentares confirmaram presença, ante 16 em 2025, segundo o portal Poder360.
Abrangência institucional
Apesar da queda de ministros e governadores, o Superior Tribunal de Justiça manteve participação expressiva: 11 ministros presentes, contra 17 no ano anterior. Em relação aos governadores, apenas Wanderlei Barbosa, do Tocantins, confirmou presença em 2026, frente a outros nomes que participaram em 2025.
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