- O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) protocolou nesta quarta-feira (25) um pedido na Procuradoria-Geral da República para que seja decretada a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, com base em delações na operação da Farra do INSS.
- O pedido sustenta que ex-dirigentes do INSS teriam acordos de delação premiada indicando participação de Lulinha em um esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados.
- Sanderson afirma que as delações indicariam participação direta ou indireta de Lulinha no esquema e solicita que o Ministério Público Federal aprofunde as investigações, avaliando os requisitos do Artigo 312 do Código de Processo Penal para prisão.
- Caso não haja prisão, o parlamentar propõe medidas cautelares como monitoramento eletrônico, proibição de contato com investigados e suspensão de atividades empresariais.
- A defesa de Lulinha classifica as informações como “factóides” e afirmou ter pedido ao Supremo Tribunal Federal acesso à investigação; a defesa ressalta não ter relação com as fraudes do INSS.
O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) encaminhou nesta quarta-feira (25) um ofício à Procuradoria-Geral da República solicitando a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”. A base é a investigação da chamada Farra do INSS, com menção em delação premiada.
Sanderson sustenta que ex-dirigentes do INSS, apurados na Operação, teriam firmado acordos de colaboração apontando uma articulação político-empresarial para descontos indevidos em aposentadorias. A conclusão seria a participação de Lulinha no esquema, com possível recebimento de vantagens.
A peça usa como referência uma reportagem do portal Metrópoles, que aponta delações premiadas envolvendo atuação para manter descontos indevidos em benefícios previdenciários. O deputado solicita que o Ministério Público aprofunde as investigações e avalie os requisitos legais para a prisão.
Caso não haja prisão, o parlamentar sugere medidas cautelares como monitoramento eletrônico, proibição de contato com investigados e suspensão de atividades empresariais. Sanderson ressalta que a representação não antecipa mérito, mantendo a presunção de inocência.
A defesa de Lulinha reagiu, descrevendo as informações como factóides e afirmando que ele não conhece os delatores nem tem relação com o esquema. Os advogados afirmaram ter pedido ao STF acesso à investigação para esclarecimentos.
A defesa pediu ainda o acesso à investigação no Supremo, alegando sigilo e a necessidade de conhecer o conteúdo dos autos. A nota enfatiza que Fábio Luís está à disposição para prestar esclarecimentos, se houver confirmação de dados concretos.
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