- A Kunstmuseum Basel apresenta a maior mostra já realizada na Europa sobre Helen Frankenthaler, com mais de cinquenta pinturas ao longo de seis décadas, incluindo empréstimos da Fundação Helen Frankenthaler.
- A exposição enfatiza a influência do Velho Mundo na artista, destacando como o contato com mestres europeus moldou sua obra, além de mostrar que ela cruzou o Atlântico para absorver tradições.
- Viagens marcantes aparecem como parte central de sua formação: Madrid, 1953, com visitas diárias ao Museo del Prado, e viagens a Paris e Milão na metade da década de setenta, entre outras.
- Obras-chave em evidência incluem Eden (1956), grande tela com paleta variada e formas centrais que sugerem, de modo abstrato, o tema do paraíso; Europa (1957), inspirada em Titian e reorganizada em formato de retrato.
- A mostra revela ainda referências a mestres como Marie Laurencin e Edouard Manet, com obras como For E.M. (1981) e leituras de Manoel, que mostram a continuidade entre tradição e abstração na trajetória de Frankenthaler.
O Kunstmuseum Basel apresenta a maior retrospectiva de Helen Frankenthaler já realizada na Europa, com foco na passagem da artista pelos museus europeus e na influência dos Old Masters em sua produção. A exposição reúne mais de 50 telas ao longo de seis décadas.
A mostra, que acompanha a trajetória de Frankenthaler pela Europa, destaca visitas a Madrid, Paris e outras regiões, além de empréstimos arquivísticos da Frankenthalenthaler Foundation. O objetivo é mostrar como o contato com a tradição antiga moldou sua linguagem.
A curadoria sustenta que Frankenthaler foi moldada tanto pela tradição transatlântica quanto pela cena de Nova York. O estudo reúne obras de diferentes fases para revelar o alcance de sua prática abstrata.
Herança histórica na prática de Frankenthaler
Entre os destaques, Eden (1956) demonstra paisagens coloridas que atravessam a tela, com plantas e tons que se espalham pela superfície. Guerras de formas também aparecem de modo explícito, sugerindo conteúdos gerados pela obra.
Europa (1957) mostra a transposição de Titian para o formato vertical, com a abstração conduzindo a uma nova leitura da composição. A exposição inclui empréstimos relevantes que ajudam a situar a prática da artista no contexto europeu.
Arquivos da Fundação Helen Frankenthaler enriquecem a leitura, incluindo guias de Prado e Louvre com anotações da artista sobre Titian, Tintoretto e Veronese, usados como referências no processo criativo.
Ao longo da mostra, as curadorias destacam trabalhos que dialogam com mestres como M. L. e Manet, reinterpretados pela artista em escala monumental e com uma linguagem própria, sem perder o passado de vista.
A exposição permanece em cartaz no Kunstmuseum Basel até 23 de agosto.
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