- O La Coopérative-Musée Cérès Franco, em Montolieu, sul da França, reabre em 20 de junho após quatro anos de pausa e uma grande renovação.
- O museu, instalado numa vinícola Art Déco de 1939, recebeu o status de Musée de France no ano passado, atendendo à condição imposta por Cérès Franco.
- A coleção reúne entre três mil e quatro mil trabalhos de artistas de várias partes do mundo, com foco em artistas de origem brasileira, tornando-se a maior coleção de artistas brasileiros na França.
- A reforma, que custou cerca de € four point six million, contou com apoio da DRAC; houve também uma operação de conservação contra insetos no valor de € quarenta e três mil, com € vinte e cinco mil de ajuda da DRAC.
- O museu foi aberto originalmente em dois mil e quinze, e Franco faleceu no mesmo ano, deixando um legado de defesa de artistas fora do gosto oficial.
La Coopérative-Musée Cérès Franco, em Montolieu, sul da França, reabre no dia 20 de junho após quatro anos de reforma, apresentando uma coleção eclética reunida pela marchand brasileira-britânica Cérès Franco. O espaço funciona em um antigo casarão de vinícola em estilo art déco, que passou por ampla renovação.
O museu recebeu o status de Musée de France no ano passado, condição atendida pela própria Franco como parte de sua doação de cerca de 1.750 obras. A instituição busca manter a memória de artistas pouco representados nas coleções públicas francesas.
O acervo reúne entre 3.000 e 4.500 peças voltadas a movimentos de vanguarda do século XX, incluindo CoBrA e Nouveau Realisme, além de obras de artistas marginais e de origem latino-americana. O foco brasileiro de Franco fortalece a presença de artistas de herança brasileira.
A transformação do espaço ocorreu com um investimento de aproximadamente € 4,6 milhões, concluído em 2025. O Ministério da Cultura integrou o museu ao cadastro nacional de 1.220 instituições, ampliando acesso a redes nacionais e a apoio financeiro da DRAC.
Foi realizada uma operação urgente de conservação para eliminar insetos detectados desde os anos 2000, com custo estimado de € 43.000. O projeto contou com apoio de € 25.000 da DRAC, segundo o diretor Maximilien Fortier.
O reconhecimento oficial valoriza a independência criativa defendida por Franco, que apoiou artistas frequentemente marginalizados e valorizou a liberdade de expressão. A própria gestora, nascida em 1926 no Brasil, passou boa parte da vida entre Paris e a cena experimental.
A trajetória de Franco inclui a inauguração da galeria L’Œil de Bœuf, em 1972, e uma atuação marcada pela promoção de artistas da amplíssima esfera da arte moderna e outsider. O museu preserva esse legado por meio de um acervo único em território francês.
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