- Valeria Rodnianski, nascida em Kyiv, coleciona obras de artistas alemães e da Europa Oriental, incluindo nomes consagrados como Anselm Kiefer e artistas menos conhecidos como Pavlo Makov.
- A primeira exposição pública de sua coleção abriu no Beck & Eggeling, em Düsseldorf, até 15 de agosto, com o título Art from War to War: Chasing Butterflies on the Verge of a Cliff.
- A mostra busca promover um diálogo entre posições artísticas alemãs e da antiga Europa Oriental, cobrindo o período desde a construção do Muro de Berlim, em 1961, até a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022.
- A mais recente aquisição foi Icons of Hell, de Vadim Zakharov, que dialoga com Grosse Tyrannen, de Jonathan Meese, adquirida em 2009, e compartilha temas sobre poder, mitologia e crenças coletivas.
- Rodnianski revela preferência pela Fondation Beyeler, em Basel, destacando o conjunto permanente, as exposições e a arquitetura projetada por Renzo Piano.
Valeria Rodnianski, colecionadora nascida em Kiev e radicada na Alemanha, apresenta sua visão sobre coleções que se moldam pelo que não é adquirido tanto quanto pelo que chega. A mostra reúne nomes como Anselm Kiefer e Pavlo Makov.
A primeira exibição pública da coleção foi aberta recentemente na galeria Beck & Eggeling, em Düsseldorf. O conjunto, intitulado Art from War to War: Chasing Butterflies on the Verge of a Cliff, fica em cartaz até 15 de agosto. Propõe diálogo entre posições alemãs e de a Europa Central e Oriental.
A curadoria reúne obras de artistas pós-guerra alemães e de países da antiga União Soviética, cobrindo o período desde a construção do Muro de Berlim, em 1961, até a invasão da Ucrânia em 2022. O objetivo é oferecer um diálogo entre perspectivas diversas.
Origens e decisões de compra
Valeria relembra que as primeiras aquisições foram feitas no início dos anos 1990, em Kyiv, de jovens artistas locais. Esse impulso inicial ajudou a moldar o que vem depois, segundo a colecionadora, que deixou a cidade pouco depois.*
A última aquisição foi Icons of Hell, de Vadim Zakharov, criada com diálogo com Jonathan Meese, adquirido em 2009. A dupla dialoga sobre poder, memória e símbolos, conectando diferentes contextos históricos.
Rodnianski costuma decidir rapidamente quando identifica uma obra que pertence à coleção. Pesquisas podem durar anos, mas o momento de compra costuma acontecer de forma quase instantânea, guiado pela percepção de pertencimento.
Preferências e perspectivas
Entre as possibilidades, a colecionadora cita a vontade de incluir uma grande obra de Anselm Kiefer, pela profundidade com que aborda história e memória. Também expressa desejo de recuperar uma obra de Pavlo Makov, artista ucraniano subvalorizado no mercado internacional.
Ela destaca ainda a Fondation Beyeler como referência em Basel, pela combinação de acervo, exposições e arquitetura. O espaço, assinado por Renzo Piano, é descrito como exemplo de harmonia entre obra, apresentação e ambiente.
Valeria Rodnianski reforça que a coleção se define pela soma de seus acertos e ausências. Registrando a história de várias gerações, a mostra em Düsseldorf oferece uma visão de como diferentes tradições artísticas se cruzam.
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