- Basel Social Club realizou a quinta edição em um antigo centro de treinamento do UBS, reunindo obras de mais de 200 artistas.
- O evento funciona como plataforma de modelos alternativos fora do circuito tradicional de galerias, incluindo a nova Or Associations, associação itinerante sem fins lucrativos.
- Or Associations prevê usar cinquenta por cento das vendas para financiar as práticas artísticas dos membros, com piloto de dois anos apresentando exposições solo e ações coletivas.
- A programação explora a vida de escritório e a produtividade na era gig, em um prédio comercial abandonado, combinando arte, festas e atividades como aulas e mergulhos frios.
- Os organizadores veem o Basel Social Club como laboratório para experimentar formatos diversos e ampliar a rede internacional de artistas, escritores e instituições.
Basel Social Club realizou a sua quinta edição em um antigo centro de treinamento do UBS, em Basel, oferecendo uma semana de arte experiencial com mais de 200 artistas. O espaço foi tomado por obras, performances e atividades que valorizam a experiência como eixo central, sem abrir mão da presença da prática artística.
A proposta do projeto é discutir modelos alternativos ao sistema tradicional de galerias e feiras. Entre os 30 espaços participantes, quase 20% são sem fins lucrativos, entre eles o Or Associations, uma associação itinerante que reúne artistas com foco na prática e na relação direta com colecionadores. A organização destina metade das vendas para financiar a produção artística.
Or Associations à frente de modelo piloto
Fundadores dizem que a iniciativa busca devolver agência aos artistas em um mercado volátil, com custos reduzidos e maior mobilidade. Integrantes do grupo já atuam no circuito comercial, mantendo vínculos com galerias estabelecidas e defendendo a monetização direta da promoção de obras.
Durante o evento, a Or Associations apresenta um programa piloto de dois anos, com exposições solo dos membros e mostras coletivas. A meta é expandir redes internacionais e promover diálogo com artistas, escritores e instituições.
Para o organizador Lorenzo Bernet, da galeria suns.works, o Basel Social Club funciona como um laboratório coletivo. Ele destaca que a curadoria do encontro busca testar abordagens diversas até identificar práticas que ganhem tração. O formato contempla também a atmosfera noturna, com DJs e atividades para além das horas de exposição.
Experiência de trabalho e produção artística
A programação questiona a relação entre trabalho e lazer, apresentando cenas como refeições de escritório, bebedouros, gravatas e garagens de estacionamento em instalações experimentais. O espaço, em um prédio abandonado, também oferece exercícios físicos, imersões frias e atendimentos estéticos no local.
Entre as obras em exibição, estão peças que exploram a cultura do trabalho na era da economia gig. O conjunto curatorial busca ampliar o debate sobre produtividade, dependendo do contexto cultural e da atuação de cada artista. As obras convidam o público a refletir sobre os muros entre vida profissional e tempo livre.
A edição deste ano mostra uma diversidade de trabalhos de diferentes países, com foco em práticas que dialogam com o cotidiano corporativo. A montagem reúne, ainda, performances e espaços de encontro que ampliam o diálogo entre artistas, coletivos e visitantes, dentro de um formato de experiência imersiva.
Entre na conversa da comunidade