- Exposição Willem de Kooning Drawing no Art Institute of Chicago reúne mais de duzentas obras, incluindo desenhos, pinturas, gravuras e esculturas, explorando o desenho como conceito e prática.
- O curador Kevin Salatino chama o artista de “o último Old Master” e ressalta a presença de temas como crucificções e o primeiro desenho sobrevivente, Dish with Jugs (c. 1919–1921).
- Cerca de cinquenta por cento das peças são empréstimos de coleções privadas e fundações, com obras de destaque como Excavation (1950) e Woman I (1950–52).
- Entre acervos raros, são apresentadas séries de caricaturas, desenhos feitos com os olhos fechados e trabalhos ainda nunca exibidos publicamente.
- A mostra, preparada em quase seis anos, fica em Chicago de 14 de junho a 20 de setembro e segue para o Rijksmuseum, em Amsterdã, de 9 de outubro de 2026 a 17 de janeiro de 2027.
Willem de Kooning Drawing chega ao Art Institute of Chicago reunindo desenhos, pinturas, gravuras e esculturas que evidenciam como o desenho foi central na obra do artista. A mostra acompanha a ideia de que traços podem existir tanto como prática quanto como conceito.
A curadoria, liderada por Kevin Salatino, coloca o desenho como núcleo da exposição, sem separá-lo de outras mídias. De Kooning é apresentado como figura que envolve tradição de Old Masters e linguagem moderna, com referências a Rembrandt, Vermeer e Rubens.
O acervo reúne mais de 200 itens, produzidos ao longo de sete décadas, muitos cedidos por coleções privadas e fundações. O conjunto inclui obras conhecidas e números raros nunca vistos em público antes.
Obras-chave e inéditas
Entre obras célebres estão Excavation e Woman I, da década de 1950, além de criações exibidas pela primeira vez fora de museus. Também estarão presentes desenhos de séries iniciais, caricaturas e crucifixões, além de trabalhos feitos com os olhos fechados.
A mostra mudança na forma de exibir o processo criativo, conectando o desenho a uma prática contínua que atravessa a carreira do artista. A curadoria ressalta a continuidade entre obras iniciais e produções tardias.
O conjunto inclui ainda o primeiro desenho sobrevivente do artista, Dish with Jugs, feito no fim da juventude em Roterdã. A peça de referência histórica abre o percurso da exposição, que começa com essa visão de natureza morta em carvão.
A expectativa é de que muitos empréstimos venham de coleções privadas, ampliando o conjunto disponível para o público. A curadoria destaca a presença de peças raras que ajudam a mapear a evolução de De Kooning.
Viagem e planos futuros
Após o Chicago, a mostra deverá viajar ao Rijksmuseum, em Amsterdam, entre 9 de outubro e 17 de janeiro de 2027. O roteiro visa ampliar o diálogo entre De Kooning e a tradição de mestres europeus.
A apresentação no Art Institute marca a primeira grande mostra dedicada ao artista desde 1969. O evento celebra também o centenário da chegada de De Kooning aos Estados Unidos, em 1926, com a naturalização ocorrida em 1962.
Willem de Kooning Drawing permanece em cartaz em Chicago de 14 de junho a 20 de setembro, oferecendo uma visão próxima da prática de desenho que sustentou a produção do artista ao longo de sua carreira.
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