- David Nahmad sustenta que sua pintura de Modigliani não foi apreendida pelos nazistas e pediu revisão do caso com base em testemunhas oculares.
- A defesa afirma que o retrato Seated Man with a Cane, de 1918, comprado em 1996 por 3,2 milhões de dólares, não pertence à obra buscada pelos herdeiros de Oscar Stettiner.
- Dois testemunhos alegam ter visto a obra nas mãos da família Van der Klip, afirmando que o quadro é diferente do Seated Man with a Cane — é menor e não mostra homem sentado nem bengala.
- Os advogados destacam um relatório de quarenta e seis, que descreve a obra como não sendo um autorretrato de Modigliani, e que outras pinturas de Stettiner não teriam interesse para ele.
- Marc Restellini publicou recentemente o catálogo raisonné de Modigliani, que questiona a posse de Seated Man with a Cane por Stettiner, e o tribunal já havia determinado a devolução da obra no mês passado.
David Nahmad sustenta que seu Modigliani não foi saqueado pelos nazistas. A defesa utiliza o catálogo raisonné de Marc Restellini como evidência de erro de identificação.
Em defesa apresentada à imprensa especializada, os advogados afirmam que testemunhas oculares indicam que a obra encontrada pela família Van der Klip não é Seated Man with a Cane, de 1918, alegadamente ligada a Oscar Stettiner. A peça adquirida pela família em 1944 teria características diferentes.
Ações legais seguem após decisão judicial de abril, que obrigou Nahmad a devolver o quadro avaliado em 30 milhões de dólares. A defesa busca reanalisar o caso com base em novos relatos de testemunhas e em documentos antigos do processo.
Segundo a defesa, a empresa Mondex, ligada à busca de arte saqueada, esteve próxima de Stettiner e acompanharía o desenrolar do caso. Os advogados destacam que a identificação do quadro por Mondex foi contestada por inconsistências de provenance.
O texto do movimento aponta ainda que um relatório de 1946, elaborado por oficial francês, descreve o item como uma pintura de Modigliani, atribuída ao mesmo autor, e não como um retrato da família Stettiner. A defesa sustenta que esse registro corrobora a possibilidade de erro de identificação da pintura.
Marc Restellini explicou que, ao finalizar o catálogo raisonné há cerca de dois anos, havia dúvidas sobre a proveniência da peça Van der Klip, que foi citada com fontes não verificadas. Ele afirma ter sinalizado incertezas e propõe uma investigação abrangente, com padrões profissionais e imparciais.
Restellini acrescenta que já havia colaborado com o estudo de Seated Man with a Cane, identificando o retratado como o comerciante de chocolate Georges Menier. Ele diz ter sugerido que Nahmad e a equipe jurídica encomendessem um estudo de provenance completo, o que estaria em andamento mediante compromisso formal.
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