- Países asiáticos disseram que o fornecimento normal de combustível deve continuar, mesmo com o conflito no Oriente Médio e o estreito de Hormuz fechado.
- A Austrália importa cerca de 90% do combustível refinado, em grande parte de refinarias da região asiática.
- Japão e Coreia do Sul asseguraram abastecimento estável durante encontros na última semana.
- O primeiro-ministro Anthony Albanese assinou uma declaração conjunta com Singapura, que fornece cerca de 55% da gasolina australiana e 15% do diesel.
- O governo avalia um possível imposto sobre lucros de gás; o relatório da comissão parlamentar sobre a tributação de petróleo e gás chega em 7 de maio, com decisão ainda em aberto.
O governo australiano intensifica a busca por garantias de fornecimento de combustível com foco nos parceiros asiáticos, diante das turbulências no mercado global provocadas pela guerra no Irã e o fechamento do estreito de Hormuz. A aposta é manter o abastecimento estável de gasolina e diesel no país.
Dados oficiais indicam que cerca de 90% do combustível refinado importado pela Austrália vem de refinarias asiáticas, o que aumenta a vulnerabilidade em cenários de restrições de suprimento. Em reuniões da última semana, ministros de Japão e Coreia do Sul asseguraram que o fornecimento seguirá normal.
O primeiro-ministro Anthony Albanese já assinou uma declaração conjunta de energia com Singapura, fornecedora de aproximadamente 55% da gasolina e 15% do diesel importados pelo país. Fontes indicam que há preparação para uma viagem a Singapura após a Páscoa para fortalecer a segurança do abastecimento.
O gabinete do premiê não confirmou a viagem, mas fontes próximas apontam que o tema combustível dominará os próximos passos, incluindo possíveis deslocamentos do chefe de governo nos próximos meses. O enfoque está na manutenção de relações estáveis com parceiros asiáticos.
O ministro de Energia, Chris Bowen, afirmou que há diversificação de suprimentos, com produtos refinados já vindo também dos Estados Unidos e do México. O governo busca reduzir dependência de uma única região para enfrentar variações do mercado.
Diversos países asiáticos são compradores expressivos de gás natural liquefeito australiano, usados como alavanca em negociações de fornecimento de combustível. A negociação pode impactar planos do governo sobre uma nova taxação de lucros de companhias de gás, já discutida no orçamento.
Nesse contexto, Japão e Coreia do Sul têm mostrado resistência a políticas que possam prejudicar exportações de LNG, o que complica eventuais mudanças tributárias. Nação japonesa estuda visitas a Australia para tratar de temas como minérios raros e a reabertura do estreito de Hormuz, conforme reportado pela imprensa japonesa.
Sobre o debate tributário, o premiê sinalizou que a prioridade é manter o abastecimento, reforçando a importância de manter relações estáveis com exportadores de gás para sustentar o fornecimento externo. O governo trabalha para assegurar confiabilidade sem prejudicar outras frentes econômicas.
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