Em Alta NotíciasFutebolBrasil_POLÍTICA_economia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Petróleo sobe e alterações no trajeto de navios pelo Estreito de Ormuz

Com o bloqueio no Estreito de Ormuz, navios testam rotas alternativas, elevando o prêmio de risco e os preços do petróleo global

Estreito de Ormuz: Localizado entre o Irã ao norte e os Emirados Árabes Unidos e um enclave de Omã ao sul, é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo
0:00
Carregando...
0:00
  • Os preços do petróleo subiram: Brent a US$ 109,03 por barril (+7,78%) e WTI a US$ 111,54 (+11,41%), maior ganho diário desde 2020, com prêmio de risco elevado na região.
  • O tráfego pelo Estreito de Ormuz começa a se adaptar: navios passam por rotas menos usuais; pelo menos cinco embarcações atravessaram desde quinta-feira, com autorização iraniana para navios considerados “amigáveis”.
  • Rastreamento marítimo indica desvios de carga: comboio com dois superpetroleiros e um navio de gás natural liquefeito cruzou perto de Mascate, Omã, sinalizando teste de rotas dentro da própria passagem.
  • Desvios já afetam fluxos de combustível: exportações de combustíveis de transporte recuaram cerca de 1 milhão de barris por dia em março; cargas de diesel no Golfo mudaram destino para o Atlântico Sul e África, motivadas por diferenças de preço entre Ásia e Ocidente.
  • Perspectivas e impactos econômicos: projeção de possível elevação rápida do preço do petróleo em cenários de interrupção prolongada; no Brasil, inflação de combustível preocupa e pode manter juros elevados por mais tempo.

O estreito de Ormuz, entre o Irã ao norte e os Emirados Árabes Unidos e Omã ao sul, segue como uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. O preço do petróleo valorizou-se conforme a escalada do conflito no Oriente Médio, refletindo maior prêmio de risco na região.

No fechamento de mercado de quinta-feira, o Brent chegou a US$ 109,03 por barril, alta de 7,78%, e o WTI subiu 11,41%, para US$ 111,54. Os ganhos diários indicam o impacto da tensão geopolítica na oferta global de petróleo.

Navios já buscam alternativas dentro da própria rota para reduzir exposição às áreas sensíveis do estreito. Dados de rastreio citados pela Caixin Global apontam um comboio com dois superpetroleiros e um navio de gás natural liquefeito cruzando por um trajeto menos usual e emergindo próximo a Mascate, Omã.

Novas dinâmicas no trânsito marítimo

Segundo a Reuters, desde quinta, ao menos cinco embarcações passaram pelo estreito: três petroleiros operados por Omã, um porta-contêiner francês e um navio de gás natural ligado ao Japão. A passagem obedece a uma política iraniana que permite a entrada de navios considerados amigáveis, sem vínculos com EUA ou Israel.

Dados da Vortexa indicam que o fluxo de óleo combustível pelo estreito estava praticamente interrompido desde o início do conflito. Em 2025, o estreito respondia por cerca de 580 mil barris/dia de óleo combustível, maior parte pesado com alto teor de enxofre.

Impactos globais e setoriais

A queda de exportações de combustíveis de transporte foi de cerca de 1 milhão de barris/dia em março, na comparação anual, refletindo menor fluxo no Oriente Médio e na região de Ormuz. Grandes produtores asiáticos passaram a restringir exportações para conter impactos domésticos.

No Brasil, o IBPT aponta alta generalizada de combustíveis, com efeitos potenciais nas próximas leituras do IPCA. Economistas avaliam que a inflação pode manter juros elevados por mais tempo.

Desvios logísticos e pressões de preço

Relatório da Vortexa mostra que, no Golfo dos EUA, ao menos seis navios com diesel desviaram para o Atlântico Sul e África, sinalizando buscas por rotas mais seguras e econômicas. A diferença de preço entre Ásia e Ocidente favorece o envio a mercados asiáticos.

Analistas do Goldman Sachs dizem que, em cenário de interrupção de 60 dias no fluxo via Ormuz, o petróleo pode chegar a US$ 145 o barril, provocando recomposição das cadeias de suprimento globais.

Efeitos indiretos

Dados da FAO indicam alta de preços globais dos alimentos em março, com o índice subindo 2,4%. A elevação é associada ao encarecimento de energia e de fretes, ampliando a pressão inflacionária em diferentes regiões.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais