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IEA pode propor maior liberação de petróleo de estoques para reduzir preço

IEA pode solicitar liberação histórica de cerca de 400 milhões de barris de reservas estratégicas para conter o choque de preços, com prazo de até 90 dias, após ataques ao Irã

The IEA’s proposed release of oil reserves would outstrip the 182m barrels put on the market after Russia’s full-scale invasion of Ukraine in 2022.
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  • A Agência Internacional de Energia (AIE) deve recomendar o maior uso já feito de reservas estratégicas de petróleo, cerca de 400 milhões de barris, para conter a alta dos preços.
  • A medida envolveria os 32 países-membros da AIE, com liberação escalonada ao longo de até 90 dias.
  • O plano, que seria anunciado às 13h GMT, ocorre antes da reunião do G7 às 14h GMT e visa responder apane de oferta causado pelo conflito no Irã.
  • Segundo relatos, o movimento é mais que o triplo do maior lote já liberado pela AIE em uma única operação e supera os 182 milhões de barris de 2022.
  • O G7 apoia, em princípio, o uso de reservas estratégicas e acompanha de perto a volatilidade do mercado, com o Brent encontrando-se em torno de 90 dólares após discussões sobre intervenção.

A IEA (Agência Internacional de Energia) prepara uma solicitação para o maior uso de reservas de petróleo já feitas, visando reduzir o choque de preços decorrente de ataques entre EUA e Israel que afetam a região e o Irã. A medida envolveria a liberação de cerca de 400 milhões de barris de crude emergencial, segundo informações.

A divulgação aponta que 32 membros da agência devem liberar as reservas, o equivalente a um terço do total público de estoques. A ação pode exceder em muito o maior uso anterior, de 182 milhões de barris, aplicado em 2022 após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

A intervenção emergencial permitiria até 90 dias para a liberação dos estoques no mercado global, que vem enfrentando queda de fornecimento e volatilidade. A divulgação inicial ocorreu após reunião de autoridades de energia de vários países.

A notícia também sustenta que o anúncio pode ser publicado pela IEA às 13h GMT, antes de uma reunião de líderes do G7 às 14h GMT, em que se discute a intervenção de estoques estratégicos. O G7 já sinalizou apoio, em princípio, a medida.

G7 e apoio às reservas estratégicas

O G7 confirmou, nesta quarta-feira, o apoio em teoria ao uso das reservas estratégicas para enfrentar problemas de suprimento e volatilidade do mercado. A decisão final depende da avaliação conjunta com a IEA e demais membros.

A tensão no corredor do Mar Vermelho, com o bloqueio próximo do estreito de Hormuz, contribui para interrupções no fluxo de petróleo e gás, elevando a volatilidade dos preços. Brentrushed alcançou pico próximo de US$ 119,50 por barril em dias recentes.

A média global de oferta de petróleo tem sido pressionada, apesar de não ocorrerem faltas físicas significativas entre os países do G7. Enquanto isso, o mercado precifica incertezas geopolíticas e de cadeia de suprimentos.

A IEA detém mais de 1,2 bilhão de barris de estoque público de emergência, além de 600 milhões de barris de estoques mantidos pela indústria sob obrigação governamental. O Reino Unido concentra grande parte de suas reservas técnicas no setor privado.

A tensão geopolítica e a dependência de rotas estratégicas destacam a importância de medidas coordenadas. A IEA mantém o foco na estabilidade de preços e no abastecimento global, com participação de seus 32 membros.

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