- Cinco pacientes com lúpus na Inglaterra estão em remissão após receber terapia CAR-T no NHS, segundo médicos, em Londres.
- O estudo, liderado pelo University College London Hospitals Foundation Trust e pela University College London, recrutou nove pacientes com lúpus severo que não respondiam a tratamentos anteriores.
- Em doses diferentes, cinco pacientes receberam dose baixa e entraram em remissão em média 11 meses; três receberam dose alta e ainda estão em acompanhamento de 3 meses, com expectativa de remissão.
- A CAR-T envolve extrair linfócitos T, modificá-los geneticamente para identificar o lúpus e reinseri-los no paciente.
- A paciente Katie Tinkler, 52 anos, está em remissão e relatou melhora significativa na vida, incluindo menos dor e condição estável dos órgãos atingidos pela doença.
Five lupus pacientes em Inglaterra entraram em remissão após receber uma terapia inovadora que modifica geneticamente suas próprias células, em um avanço que pode abrir caminho para cura, segundo médicos. O tratamento CAR T-cell envolve extrair linócitos T, treiná-los para reconhecer a doença e reintroduzi-los via infusão para reiniciar o sistema imune.
O estudo piloto, coordenado pela UCLH e pela University College London (UCL), recrutou nove pacientes com lupus grave que não responderam a tratamentos anteriores. Desses, seis receberam dose menor e três, dose maior. Cinco dos pacientes da dose menor entraram em remissão após poucos meses de acompanhamento, com média de 11 meses.
Resultados mostraram rápida melhora de marcadores da doença, incluindo estabilização ou upgradação da função renal, com danos causados pela lupus em alguns pacientes. Lupus é uma condição autoimune que pode afetar pele, articulações e órgãos como rins, pulmões e coração.
Perspectivas e próximos passos
Prof. Karl Peggs, diretor do centro de pesquisa biomédica da UCLH, afirmou que, apesar da necessidade de estudos maiores, a terapia CAR T-cell pode oferecer uma chance de cura. Ele destacou que o remédio pode redefinir o sistema imune e, se confirmada em ensaios ampliados, a cura para lupus pode estar mais próxima.
A paciente Katie Tinkler, 52 anos, de Guildford, com três filhos adultos, viveu anos com dor, fadiga e comprometimento renal e cardíaco. Hoje está em remissão e relata melhoria drástica na qualidade de vida, incluindo mobilidade e atividades como esquiar e dançar no casamento da filha.
A equipe médica enfatiza a necessidade de mais pesquisas para confirmar a eficácia em um grupo maior e acompanhar resultados a longo prazo. A terapia CAR T-cell é já utilizada com sucesso em câncer, e no lupus representa uma hipótese promissora avaliada em estudos adicionais.
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