- Reed Jobs, filho de Steve Jobs, comanda o fundo de capital de risco Yosemite, focado em oncologia e com mais de US$ 1 bilhão sob gestão, buscando oportunidades no Reino Unido.
- Yosemite já investe em cerca de vinte startups de saúde, incluindo terapias gênicas, vacinas contra o câncer, radioterapias e inteligência artificial; alguns recentes negócios no Reino Unido não foram anunciados publicamente.
- A empresa recebeu investimentos da LifeArc, instituição britânica voltada a doenças raras, além de parcerias com as universidades de Oxford e Cambridge; Jobs elogiou a qualidade da pesquisa britânica.
- Yosemite está buscando parcerias com a indústria farmacêutica e académicos no Reino Unido, durante uma conferência de ciências da vida em Londres, com o objetivo de avançar tratamentos mais precoces e personalizados.
- Jobs aposta no avanço da imunoterapia e na melhoria de biomarcadores para diagnóstico precoce, defendendo que muitos cânceres ainda são identificados apenas em estágios avançados, o que deve mudar com novas estratégias de detecção e terapia direcionada.
Reed Jobs, filho de Steve Jobs, busca investir no cuidado contra o câncer no Reino Unido. O executivo de 34 anos comanda o fundo de venture capital Yosemite, com mais de 1 bilhão de dólares sob gestão, e está em Londres para conhecer oportunidades de parceria no setor.
O Yosemite foca em terapias gênicas, vacinas contra o câncer, radioterapias e inteligência artificial aplicada à saúde. Entre seus investimentos estão startups nos EUA, com várias entradas recentes no mercado britânico ainda não anunciadas.
A iniciativa nasce da experiência pessoal de Jobs: o falecimento do pai, vítima de um tipo raro de câncer de pâncreas, em 2011. A trajetória de Reed Jobs é conduzir a área oncológica a tratamentos mais precoces e eficientes.
Em Londres, o fundo participa de conferência de ciências da vida promovida pela LifeArc, organização beneficente britânica ligada ao MRC. A instituição atua em doenças raras e mantém parcerias com Oxford e Cambridge, incluindo doações para pesquisas.
A LifeArc também apoia o Yosemite por meio de investimentos e colaborações. Jobs descreve a pesquisa local como de classe mundial e afirma que o objetivo é ampliar o alcance internacional para futuras parcerias com farmacêuticas e pesquisadores.
A Yosemite tem apoio de investidores e instituições como a Amgen, MIT, Memorial Sloan Kettering e o investidor John Doerr, fortalecendo a capacidade de financiar pesquisas de ponta desde o estágio inicial até o desenvolvimento clínico.
No centro das metas está transformar o câncer em doença diagnosticalmente precária, com detecção mais cedo e terapias mais direcionadas. A promessa é avançar com biomarcadores melhores e tratamentos personalizados nas próximas décadas.
Além disso, o executivo destaca a imunoterapia como área de grande potencial, com foco no fortalecimento do sistema imune para combater tumores. A pesquisa educa expectativas de avanços significativos em tratamento.
Durante a discussão, também houve ênfase na necessidade de ampliar pesquisas em câncer pediátrico. Dados apresentados mostram que, embora casos raros existam, o câncer continua sendo a principal causa de morte por doença em crianças no país, com demanda por novas opções terapêuticas.
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